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O que aconteceria se todos os países adotassem a mesma moeda?

Entenda resumidamente as vantagens e desvantagens de um cenário em que a Terra se tornasse uma grande União Europeia.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 ago 2021, 11h38 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h33
O que aconteceria se todos os países adotassem a mesma moeda? Priorizar nos meus resultados Google

Por um lado, haveria muitas vantagens. O comércio internacional se intensificaria – afinal, é muito mais prático comprar e vender na mesma moeda. Os gastos com câmbio desapareceriam. E eles não são pequenos: estima-se que a União Europeia tenha passado a economizar algo entre 13 e 19 bilhões anuais com a troca de moedas após a unificação monetária do bloco sob o euro.

Países pobres teriam um alicerce mais sólido para se desenvolver, sem crises de hiperinflação como as que assolaram o Zimbábue nas últimas décadas (o país africano chegou a ter uma nota de 300 trilhões antes de autorizar o uso de moeda estrangeira no lugar da moeda local).

Mas nem tudo são flores.

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Por exemplo: a tática de desvalorizar a própria moeda artificialmente – algo que a China fez sistematicamente nas últimas décadas para derrubar o valor de suas exportações e esmagar concorrentes – se tornaria impossível.

Sem liberdade para guiar a própria política monetária – mexendo em taxas de juros, por exemplo –, os países perderiam o poder de reagir a crises de acordo com as particularidades locais, o que dificulta a recuperação. Isso faria com que algumas economias (as mais fortes, em geral) pagassem o pato quando outras fossem para o chão. Lembra da Alemanha salvando a Grécia após a crise internacional em 2008?

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Pergunta de @carla22mf, via Instagram

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