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Por que demora tanto para alguns cientistas ganharem um Nobel?

Cada caso é um caso. Com frequência, a Academia Sueca só concede o prêmio após a verificação experimental de uma previsão.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 7 out 2022, 11h19 - Publicado em 19 nov 2020, 08h43

Cada caso é um caso, mas há uma tendência: quando um físico teórico faz uma descoberta com lápis e papel, o comitê do Nobel costuma aguardar que um experimento prático ou observação astronômica comprovem a previsão antes de conceder as láureas.

É o caso de Peter Higgs, que previu a existência do bóson de Higgs com seus colegas na década de 1960, mas só ganhou o prêmio em 2013 graças a um experimento realizado no imenso acelerador de partículas LHC.

Se não houver tecnologia para obter a comprovação, o pesquisador pode morrer sem o reconhecimento da Academia Sueca.

Foi o que ocorreu com Stephen Hawking: seu colega Roger Penrose, com que fez a maior parte de seu trabalho sobre buracos negros, singularidades e a relatividade geral, foi premiado em 2020. O próprio Hawking, infelizmente, não estava mais aqui.

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A motivação para o prêmio foi a primeira fotografia de um buraco negro, feita pelo projeto EHT em 2019. O clique comprovou muitas das predições feitas sobre esses objetos ao longo do século 20.

Saindo da física e falando de maneira mais geral, uma hipótese afirma que há um acúmulo de descobertas no século 20: a fila de merecedores aumentou muito rápido. E com ela, o tempo de espera.

Uma hipótese oposta diz que, na verdade, o ritmo das descobertas diminuiu, e por isso o Nobel apela para cientistas cada vez mais velhos.

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O que nos leva de volta à primeira frase da resposta: cada caso é um caso. É difícil encontrar um padrão.

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