Para nada. As pintas surgem quando muitos melanócitos (células que produzem o pigmento melanina) crescem juntinhos numa região aleatória da pele.
Em algumas pessoas, esse fenômeno é mais comum – trata-se de uma característica hereditária. Mas também é possível adquirir pintas ao longo da vida. A exposição ao Sol é o motivo mais comum: os raios ultravioleta estimulam a multiplicação dos melanócitos, e algumas regiões específicas da pele acabam levando o bronzeamento muito a sério.
Novas pintas também surgem em fases de grandes mudanças hormonais, como a adolescência ou uma gravidez. O hormônio estimulante de melanócito (como o nome diz) regula a produção de melanina. É comum, por exemplo, que as mães de recém-nascidos fiquem com as pintas maiores e mais escuras devido a flutuações no sistema endócrino.
O acúmulo de melanócitos pode acontecer em diferentes camadas da pele. Se for entre a derme e epiderme, ela é chamada de pinta juncional; se for na derme, ela aparece como uma elevação do mesmo tom da pele, chamada intradérmica; nas camadas mais profundas, recebe o nome de nevo azul.
A maioria das pintas só serve de charminho, e não há por que removê-las. Algumas, no entanto, podem evoluir para melanomas – o tipo mais agressivo de câncer de pele. Afinal, tumores são caracterizados pelo crescimento desenfreado de células, algo semelhante ao que ocorre nas pintas.
Para descobrir se a pinta tem risco de ser um melanoma, os dermatologistas recomendam seguir o método ABCDE: verificar se a mancha é assimétrica (uma metade diferente da outra); se tem bordas irregulares; se tem cores variadas; se tem diâmetro maior que seis milímetros; e se ela está evoluindo e mudando com o tempo. Na dúvida, consulte e acompanhe a mancha com um dermatologista.
Fonte: Kaique Arriel, dermatologista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Pergunta de @brunomarini, via Instagram






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