Para te sentir melhor.
Os bigodes são, na verdade, órgãos sensoriais chamados vibrissas, bem diferentes dos pelos do resto do corpo. Enquanto a pelagem normal serve para proteger e esquentar a pele, as vibrissas permitem que o animal sinta o formato e a textura das coisas no ambiente.
Na base, essas estruturas têm folículos recheados de nervos, que mandam informações para o cérebro sempre que o fio esbarra em alguma coisa. Isso os ajuda a caçar e se movimentar de noite. É como um radar tátil, utilizado, inclusive, para estimar se conseguem passar por alguma via estreita.
Os gatinhos, aliás, nascem cegos e surdos, e suas vibrissas acabam sendo um dos primeiros órgãos sensoriais que eles desenvolvem para navegar o mundo. Talvez por isso as vibrissas sejam avantajadas.
Os gatos também têm vibrissas acima dos olhos, no queixo, nas partes da frente e de trás das patas.
Em comparação a outros animais, porém, elas nem são tão longas. As chinchilas, por exemplo, têm bigodões que chegam a mais de um terço do tamanho do próprio corpo.
Pergunta de Julia Sati, via email







