Quando e onde a escrita foi inventada?
Os humanos criaram essa inovação, de forma independente, pelo menos três vezes na história.
Os humanos inventaram o registro escrito pelo menos três vezes ao longo da história, de forma independente. Em geral, ele surgiu de necessidades governamentais quando as sociedades se complexificavam: para organizar leis, transações comerciais, cobrança de impostos etc. 
1 – Escrita cuneiforme
Onde: Mesopotâmia (atual Iraque)
Quando: cerca de 3.300 a.C.
A pioneira foi inventada na Suméria, onde também surgiram as primeiras cidades. Os registros eram feitos em tabuletas de argila que, felizmente, resistem bastante. Além do sumério, esse formato também foi usado para registrar idiomas como acadiano, hitita e elamita. Seu uso durou até o século 1 a.C.
2 – Hieróglifos egípcios
Onde: Egito Antigo
Quando: cerca de 3.200 a.C.
A segunda escrita mais antiga do mundo é bem diferente da cuneiforme, mas ainda há debate entre especialistas se ela é uma invenção original: como havia contato entre o Egito e a Mesopotâmia, o conceito do registro pode ter sido transmitido pelos sumérios. Essa escrita deu origem ao alfabeto fenício, que, por sua vez, originou o alfabeto grego. Do grego veio o alfabeto etrusco, que, por fim, deu origem ao alfabeto latino que usamos.
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3 – Chinês antigo
Onde: Norte da China
Quando: cerca de 1.500 a.C.
Os chineses são uma exceção: os registros mais antigos de escrita não estão em documentos contábeis ou administrativos, mas em ossos usados em rituais religiosos de adivinhação do futuro. Da lista, essa é a única escrita que sobrevive até hoje (com muitas mudanças, claro).
4 – Glifos maia
Onde: América Central
Quando: cerca de 200 a.C.
Vários povos americanos, como os olmecas e zapotecas, desenvolveram formas de escrita nas Américas, mas a invenção maia é a mais avançada de todas. Os glifos, gravados em pedra ou códices, já foram parcialmente decifrados por pesquisadores, mas muito do material original se perdeu na colonização espanhola – a maior parte dos livros, por exemplo, foi queimada em fogueiras por padres católicos.







