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Quantas mutações são necessárias para que o coronavírus tenha nova cepa?

A Ômicron tem 50 mutações (30 delas só na proteína spike). Mas será que isso vale para todas as outras linhagens?

Por Rafael Battaglia 18 mar 2022, 09h30

Primeiro vale explicar que o coronavírus tem o seu material genético composto por ácido ribonucleico (RNA), uma molécula frágil: na hora de se replicar, erros acabam acontecendo com facilidade. E alguns desses erros se tornam o que chamamos de mutações. Mas não existe um número mínimo para caracterizar uma nova linhagem (cepa).

Essas mutações acontecem o tempo todo. Mas só falamos em “nova cepa” quando elas alteram propriedades importantes do vírus. É o caso da Ômicron. De suas mais de 50 mutações, 30 estão na proteína spike, a chave que ele usa para entrar nas células. Isso lhe permitiu infectar com mais facilidade, e tornar-se a versão dominante do Sars-CoV-2.

A Ômicron tem duas sub-variantes: a BA.1, linhagem original, e a BA.2, que se difere em 40 mutações da BA.1. Elas são tão diferentes que, na árvore filogenética do Sars-CoV-2, estão tão separadas quanto as variantes anteriores Alpha, Beta e Gama estão entre si.

Milhares de cientistas monitoram o surgimento de novas linhagens. Sob um mesmo sistema de classificação chamado Pangolin, pesquisadores podem coletar amostras do Sars-CoV-2 e compará-lo com linhagens previamente registradas mundo afora. 

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Até o momento, mais de mil variantes do Sars-CoV-2 já foram identificadas. A maioria das mutações registradas não tem impacto na disseminação do vírus, mas esse monitoramento é importante para acompanhar o surgimento de linhagens que podem ser mais transmissíveis ou resistentes às vacinas. 

Por isso, a Organização Mundial da Saúde classifica as variantes em grupos. Alpha, Beta, Gama, Delta e Ômicron integram o grupo das “variantes de preocupação”. São linhagens que demonstraram maior transmissibilidade, piora do quadro da doença ou diminuição da eficácia do diagnóstico e das vacinas. Há também as “variantes de interesse”, que estão num grau abaixo: no momento, Lambda e Mu estão neste grupo.

Pergunta de @mauricio_b_p, via instagram

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Fonte: Maria Helena Menezes Estevam Alves, pesquisadora do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (UFPE).

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