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Quem inventou o tazo?

Os discos que você achava nos salgadinhos vêm do México, baseados em um jogo do Havaí – e que por sua vez era inspirado em um jogo japonês de 400 anos atrás

Por Rafael Battaglia
Atualizado em 28 set 2020, 11h28 - Publicado em 19 nov 2019, 18h38

Pergunta: Denilson Moraes, cidade não identificada

Caro Denilson, há muita história entre um pacote e outro de Fandangos. Os tazos que eu, você e milhões de pessoas colecionaram nos anos 1990 foram criados no México por Pedro Padierna.

Em 1994, Padierna trabalhava como vice-presidente de marketing de uma empresa de salgadinhos, a Sabritas. Ele precisava criar uma nova campanha de vendas, e buscou inspiração em algo que era moda quando ele era criança: cartões colecionáveis de futebol, que vinham em pequenos saquinhos.

Pedro juntou essa ideia a um jogo americano que havia conhecido – e que fazia sucesso no Havaí desde a década de 1930: os POGs, pequenos discos que as crianças colecionavam. Eles, por sua vez, têm uma origem curiosa: são uma adaptação do Menko, jogo japonês que os imigrantes trouxeram ao se mudarem para a ilha.

O Menko surgiu no século 17, e tinha uma premissa bem parecida com os tazos. O objetivo era lançar os discos para derrubar (ou virar) as peças do seu oponente. O tamanho deles era similar aos que vinham no seu Cheetos, com a diferença que, no lugar dos Looney Tunes, as figuras eram de ícones culturais japoneses. Ah, e o material não era plástico ou papelão, claro, mas sim argila, madeira ou cerâmica.

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No Havaí, o nome “POG” pegou porque era o mesmo da marca de sucos que o popularizou. Ela transformou as tampinhas de suas caixas nos discos que os jovens acabaram colecionando. “POG”, inclusive, é um acrônimo do sabor da bebida (“maracujá, laranja e goiaba”, em inglês).

Mas voltemos à história de Pedro. Com o produto escolhido, era preciso decidir um nome para ele. Depois de dezenas de opções, eles ficaram com “tazo” – abreviação de “taconazo”, que em espanhol quer dizer “salto” (ou “calcanhar”). Era uma referência a uma brincadeira de escola, em que crianças usavam essa parte do sapato (ou do pé) para chutar tampinhas.

Em 1995, os tazos foram lançados com os Tiny Tunes – Pedro achava que esses personagens iriam agradar meninos e meninas igualmente. No mesmo ano, o sucesso do produto chamou a atenção da PepsiCo, que controlava a Sabritas, e a ideia foi exportada para o mundo todo.

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