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A matemática dos drinks

Do boteco mais chinfrim ao balcões em que James Bond bebericava seu dry martini, os barmen revezam entre seu dom de psicólogo e o rigor científico. Veja algumas receitas, com precisão mililítrica.

Por Maurício Horta 4 nov 2019, 14h26 | Atualizado em 4 nov 2019, 14h27
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Mais ogro, impossível • No início eram os cocktails americanos – a mistura de destilado qualquer com açúcar, água e bitters (aperitivos amargos). Quando chegou ao Brasil, seu nome foi aportuguesado para “coquetel”. Já a versão de boteco recebeu a tradução literal: “rabo de galo”. (Alex Silva/Superinteressante)
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Arriba, abajo, al centro, adentro! • O copinho de tequila imerso na cerveja é pileque na certa, não pela mistura de destilado e fermentado, mas porque toda bebida com gás aumenta a pressão no estômago, o que força uma absorção rápida do álcool pela mucosa do órgão. (Alex Silva/Superinteressante)
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Para acender o fogo • Criado nos bares pés-sujo dos anos 1980, ele usa a generosa dose de groselha para que a pinga não desça queimando. Além disso, o açúcar do xarope dá um aumento no nível de glicose do sangue, que cai quando o fígado está ocupado metabolizando o álcool. (Alex Silva/Superinteressante)
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Antes do embargo • Sua origem não é a tensão entre EUA e Cuba, mas a Guerra Hispano-Americana (1898), na qual os EUA apoiaram os caribenhos contra a Espanha colonial. Para comemorar a vitória, soldados ianques misturaram a Coca com o rum cubano. (Alex Silva/Superinteressante)
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Uma para o Bocão • Dizem que Mick Jagger criou o drinque para cortar o álcool, a pedido de seu médico. Mas a versão mais aceita da história é que foi invenção do restaurante TGI Fridays nos anos 1990. Depois trocaram “sex” por “fun” (diversão), mas não pegou. (Alex Silva/Superinteressante)
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Ácido antiácido • A ciência explica por que o limão está em tantos drinques, como o preferido de Carrie, de Sex and the City. Após ingerido, o ácido cítrico se transforma em citrato de sódio, que é alcalino. Isso evita que o álcool baixe o pH do sangue, normalmente básico. (Alex Silva/Superinteressante)
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O trago do peito • A invenção foi do barman Guilhermino Ribeiro dos Santos, do bar Pandoro, em 1974. No início a bebida não tinha nome, mas acabou virando caju amigo de tanto os clientes pedirem a Guilhermino: “Me vê um caju, amigo”. (Alex Silva/Superinteressante)
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Misturado, mas não batido • Em 1910, o milionário John Rockefeller pediu ao barman do hotel Knickerbocker, em Nova York, algo simples e diferente. Nascia o drink com mais variações e menos ingredientes de todos. (Alex Silva/Superinteressante)
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