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Barulho x concentração

Caos - jogo para dois ou mais participantes, produzido pela Grow Jogos e Brinquedos S.A

Num dos típicos jogos escolares, os participantes procuram se lembrar de palavras que comecem com determinadas letras e que pertençam a certas categorias, como, por exemplo, modelos de automóveis, mamíferos, pássaros, flores, etc. Quem gosta desse tipo de jogo ganhou recentemente outra opção, que acrescenta ainda o desafio da formação de anagramas. Caos tem três baralhos: um, apenas com consoantes; outro, só com vogais; e um terceiro, com 54 categorias, abordando assuntos variados como cientistas, inventores, siglas consagradas, empresas famosas, atores e personagens, só para citar alguns.

O equipamento se completa com um curioso timer, destinado a medir 10 segundos – todo o tempo de que o jogador dispõe para consultar os arquivos de sua memória. O timer consiste numa base de plástico moldado, onde há uma ladeira em ziguezague, mais uma esfera metálica, desses de rolamentos, que desce esbarrando nos obstáculos do caminho. Tecnologicamente muito elementar, mas terrivelmente eficiente para fazer o jogador entrar em pânico – a simples visão da bolinha ladeira abaixo já pode provocar um “branco” amnésico. As regras são muito simples: os três baralhos ficam sobre a mesa, com a face para baixo. Na sua vez, o participante escolhe a pilha de vogais ou a de consoantes e vira a carta superior. Nela há uma letra e um número. Em seguida vira a primeira carta da pilha de assuntos.

Enquanto a bolinha desce, ele deve se lembrar de palavras que comecem com a letra sorteada – tantas quantas indicar o número da carta – e que pertençam ao assunto em foco. Se conseguir, ganha a carta de letra. Com as cartas ganhas em sucessivas jogadas, os competidores tentam formar uma palavra com cinco ou mais letras. O primeiro a consegui-lo é o vencedor.

Caos não é recomendável onde haja vizinhos neuróticos, pois a regra admite fazer qualquer tipo de barulho para atrapalhar quem estiver jogando. Cantar, falar, batucar, bater panelas – vale tudo. Menos barulhento, mas igualmente útil para empastelar neurônios, é falar palavras que comecem com a letra em questão, mas que não pertençam ao assunto sorteado.