Em todas as civilizações e em todas as épocas homens e mulheres viraram maridos e esposas. Mas esqueça a imagem do casal apaixonado que decide viver feliz para sempre. Nas sociedades antigas, o principal objetivo das uniões era manter as linhas sucessórias e o direito à propriedade. Os papéis de homens e mulheres eram bem definidos e diferentes, principalmente porque os maridos, em geral, tinham direito a várias esposas.
O casamento monogâmico é uma instituição que data dos primórdios da cultura judaico-cristã. Mesmo assim, durante séculos, os homens ainda puderam exercer o concubinato em paralelo ao casamento, sob o pretexto de garantir herdeiros. A monogamia matrimonial só começou a ser adotada de fato na Idade Média, com a ajuda da Igreja Católica. E ganhou impulso quando o casamento foi elevado à condição de santo sacramento, no século 12. Segundo historiadores, essa foi uma tentativa de disciplinar o comportamento sexual. Hoje, casamento é sinônimo de troca de alianças e vestido branco. Mas esse modelo de cerimônia é recente: definiu-se no século 19, graças à rainha Vitória, da Inglaterra, conhecida pelo puritanismo. Foi depois de seu casamento que as noivas passaram a entrar na igreja vestidas de branco, simbolizando pureza.






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