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Do Cativeiro Babilônico da Igreja

Martinho Lutero

NOME ORIGINAL_Von dem Babylonischen Gefängnis der Kirche (Alemanha)
EDIÇÃO NO BRASIL_ em O Programa da Reforma – Escritos de 1520; Sinodal; 2000


DO QUE TRATA

Após ter chamado de “abusos eclesiásticos” o excessivo número de cardeais, os impostos da Igreja e o celibato, Lutero coloca em xeque os sacramentos, em especial a transubstanciação da hóstia na missa. Sustenta que o batismo só tem sentido quando conjugado à fé e descarta a extrema-unção.

QUEM ESCREVEU

Monge agostiniano, doutor em teologia e professor, o alemão Marinho Lutero (1483-1546) tornou públicas no dia 31 de outubro de 1517 as 95 teses que questionavam práticas da Igreja, como as indulgências. A partir daí se iniciou o antagonismo entre o monge e papado, que levaria à Reforma.

POR QUE MUDOU A HUMANIDADE

A Reforma Protestante do século 16, que dividiu a Igreja Católica, não teria ocorrido sem a obra de Lutero – que foi a gota d·água para a excomunhão do monge, em 1521. No ano seguinte, ele publica a tradução do Novo Testamento para o alemão e, em 1534, a Bíblia completa, incluindo o Antigo Testamento. Esse trabalho funda a língua alemã e aproxima os textos sagrados – até então disponíveis somente em latim – dos fiéis.

Lutero era conhecido por sua retórica de expressões fortes e até grosseiras. Um exemplo é a famosa frase contra o papado romano: “Se eu der um peido aqui, a gente de Roma o cheira”.