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Quer fortalecer os laços com seus filhos? Desista dos e-books

Para contar estórias na hora de dormir, a melhor saída são os livros de papel

Por Pâmela Carbonari Atualizado em 19 dez 2016, 20h56 - Publicado em 19 dez 2016, 20h49

Quando o assunto é leitura, todo mundo tem uma opinião na batalha pós-contemporânea livros tradicionais versus e-books. Os mais conservadores optam pelos livros pelo cheiro do papel, o conforto da folha opaca, a possibilidade de dobrar as páginas e a aura de manusear um livro como um objeto. Já os leitores high-tech defendem as ferramentas de marcação, o preço mais acessível das obras e a praticidade de terem inúmeros livros no mesmo dispositivo.

Apesar dessa rixa não levar a lugar algum, os leitores vorazes já decidiram sua mídia favorita – e quando a discussão é leitura para crianças, até os cientistas também já escolheram seu lado. Pesquisadores da Universidade de Sussex, na Inglaterra, descobriram que as crianças criam mais conexão física e emocional com os pais se eles lerem estórias de livros de papel ao invés de e-books na hora de dormir.

Eles avaliaram quatro situações de leitura conjunta entre mães e filhos de sete a nove anos de idade: adulto lendo em tela e livro físico, e crianças utilizando dispositivos eletrônicos e, em seguida, livros de papel. Os cientistas perceberam que o meio em que a leitura foi realizada não afetou a maneira como as crianças absorveram as informações da estória, mas que a interação com as mães foi muito menor quando a leitura aconteceu em um e-book – especialmente no momento em que eles assumiram a função de leitores.

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Enquanto os livros têm a leitura como único propósito, os pesquisadores acreditam que os e-books estimulam as crianças a se distraírem, já que os pequenos sabem que os tablets servem para várias outras atividades, como jogar joguinhos, assistir filmes e desenhos animados, por exemplo.

“Como os dispositivos eletrônicos são usados em situações em que as pessoas geralmente estão sozinhas, ler em tablets parte de uma atividade potencialmente conjunta para uma mais individual. Os nossos resultados mostram que usar tecnologia e ler coexistem em duas esferas separadas”, afirma a autora do estudo, Dr. Nicola Yuill.

A equipe de Nicola também notou que as crianças se engajaram mais com as estórias lidas no papel e que até as mães comentavam e interpretavam mais o enredo quando liam em livros físicos.

Ou seja: no era uma vez de mães que leem para os filhos usando tablets, a atenção das crianças termina antes do fim.

 

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