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Se andam no céu, só podem ser deuses

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 dez 1998, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h47
  • De onde vieram os nomes dos planetas do Sistema Solar?

    Há cinco milênios, quando os sumérios que habitavam a Mesopotâmia (o Iraque de hoje) olhavam o céu, notavam que cinco estrelas se moviam, enquanto todas as outras pareciam paradas. “Eram os planetas visíveis. Mas foram tomados por deuses”, conta Walmir Cardoso, presidente da Sociedade Brasileira para o Ensino da Astronomia, em São Paulo. Ganharam, assim, nomes de divindades, que mais tarde foram adaptados para as mitologias grega e romana.

    Mercúrio

    Apressadinho

    Com a menor órbita entre todos os planetas do Sistema Solar, este é o que corre mais rápido no céu. Por isso, recebeu o nome do mensageiro dos deuses – Hermes, para os gregos, e Mercúrio, para os romanos.

    Vênus

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    Miss Universo

    Nenhuma estrela ou planeta brilha tanto no firmamento. Nada mais justo que recebesse o nome da deusa romana da beleza, Vênus, a Afrodite dos gregos.

    Terra

    Aqui mesmo

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    Os antigos nem suspeitavam que a Terra fosse um planeta. Como supor que ela tivesse algo a ver com aquelas luzes se mexendo no céu? Para eles, era o centro fixo do Universo: o chão, a terra.

    Marte

    Militar

    Esta luz vermelha, cor-de-sangue, mereceu o nome da divindade grega da guerra, Ares – Marte para os romanos. O mesmo deus regia o mês de março, em Roma, quando eram realizadas cerimônias para pedir sorte nas campanhas militares do império.

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    Júpiter

    Altivo

    Ele brilha muito e se move lentamente porque sua órbita é bem distante do Sol. Os gregos relacionaram o comportamento soberano ao maior dos deuses, Zeus, o Júpiter dos romanos.

    Saturno

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    Quase parando

    Saturno, Cronos para os gregos, é o pai de Júpiter. Deus do tempo, reinou entre todas as divindades até ser destronado pelo filho. O senhor das horas e dos dias foi associado à luz que mais lentamente andava pelo firmamento. Tão devagar que só os observadores mais pacientes podiam notar seu movimento.

    Urano

    Maninho

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    Os antigos não conheciam este planeta, que só foi notado em 1781, depois que os telescópios começaram a ser usados. Se Cronos (Saturno) era o pai de Zeus (Júpiter), a lógica mandava que o próximo planeta fosse seu avô, Urano, que não tem correspondente romano. Esse deus era o céu personificado, irmão de Gaia, a Terra.

    Netuno

    Tudo azul

    Sem querer, o astrônomo francês Urbain Jean Joseph Le Verrier, que descobriu este astro em 1846, escolheu o apropriadíssimo nome de Netuno, o deus romano das águas e dos mares, Poseidon para os gregos. Na época, ele nem imaginava que a atmosfera do planeta era azulada. Le Verrier, depois, quis chamar Netuno pelo seu próprio nome, mas a comunidade científica rejeitou o plano narcisista.

    Plutão

    Infernal

    O nome do deus grego dos mortos e do fogo, sem similar romano, foi adotado por iniciativa da estudante inglesa Venetia Burney. Em 1930, aos 11 anos, ela enviou a sugestão aos pesquisadores – por pura intromissão infantil –, salvando o nono planeta de se chamar Percival. Isso era o que pretendia a mulher de Percival Lowell, o astrônomo que, quinze anos antes, havia previsto a existência de Plutão nos confins do Sistema Solar.

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