Clique e Assine por apenas 8,90/mês

Literatura: Alice vai longe

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h45 - Publicado em 30 abr 2004, 22h00

Em uma tarde quente no interior da Inglaterra, uma garotinha resolve seguir um coelho esbaforido que não pára de olhar para seu relógio. A toca do coelho é a passagem secreta de Lewis Carroll, alter-ego do matemático inglês Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), para as aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho. As duas histórias estão em Alice – Edição Comentada, em que as peripécias da menina são esmiuçadas pelo matemático e jornalista americano Martin Gardner. A edição traz o capítulo inédito O Marimbondo de Peruca, suprimido de Através do Espelho, e mantém as ilustrações originais de John Tenniel (1820-1914). Além de bem escritos, os livros são repletos de charadas, enigmas e trocadilhos. A menina começa a questionar a própria lógica e a pensar de acordo com as estranhas criaturas que encontra no caminho. Se na infância ler Alice é muito bom, depois de crescido é ainda melhor.

• Fotografia era um dos hobbies de Carroll, um dos primeiros entusiastas dessa arte. Uma das meninas que retratou foi Alice Liddell, 10 anos, a inspiração para seu livro.

• alice Liddell e suas duas irmãs pediram, durante um passeio de barco pelo rio Tâmisa, Inglaterra, que Carroll lhes contasse uma história. Ele inventou quase toda a narrativa fantástica naquele dia “tão memorável para história da literatura”, como disse o poeta inglêsW.H. Auden.

• Salvador dalí, o pintor surrealista espanhol, ilustrou uma edição do livro em 1969. Não é para menos: a história está cheia de elementos surreais, como o relógio do chapeleiro louco, que marca os meses, mas não as horas.

Continua após a publicidade

• A cultura pop até hoje faz referência às histórias de Carroll. Um exemplo é Neo, o herói do filme Matrix, que, assim como Alice, precisa seguir um coelho e escolher a pílula que vai tomar.

Publicidade