Livros SuperImportantes
Retrato da mata
Mata Atlântica, Fundação S.O.S. Mata Atlântica, Fundação Banco do Brasil, Index Editora, Rio de Janeiro, 1991
Do nordeste ao Rio Grande do Sul se estende a Mata Atlântica, que abriga os mais diferentes tipos de flora, fauna, solos e relevos, além da diversidade cultural e étnica. Com o objetivo de torná-la mais conhecida e, quem sabe, deter a devastação que já reduziu consideravelmente seu tamanho desde o descobrimento -, A Fundação S.O.S. Mata Atlântica reuniu cinco pesquisadores de diferentes áreas para traçar um painel dos aspectos físicos, geográficos e humanos da região, visando chamar a atenção para a necessidade de protegê-lo e conservá-la.
O fim do mundo antigo, Santo Mazzarino, Martins Fontes São Paulo, 1991
O cenário é o mesmo: Roma. Os temas é que são diferentes. No primeiro livro, o helenista francês Pierre Grimal analista, do ponto vista sociológico e histórico, a evolução do amor, presente na origem, da própria cidade: a paixão do deus Marte por Réia Silvia, uma vestal que havia jurado castidade para sempre. Desse amor proibido nasceram os gêmeos Remo e Rômulo. Réia Silvia foi presa e obrigada a jogar seus filhos no Rio Tibre. Muitos anos depois, eles fundiram a cidade de Roma, de acordo com a lenda. Já o historiador siliciano Santo Mazzarino (1916-1987) descreve os conceitos de decadência e morte do Império Romano, tal como foram desenvolvidas a partir do século II a.C.,e imprime uma interpretação moderna à queda do mundo antigo. Por dominar como poucos a arte de escrever, Mazzarino tornou suas obras acessíveis aos não-especialistas. Publicado em 1959, esse livro logo se esgotou, mas o autor nunca concordou em reeditá-lo. A presente edição, traduzida agora para o português, reproduz a de 1959.
Lições sobre ciência
A falsa medida do homem, Stephen Jay Gould, Martins Fontes, São Paulo, 1991
A ciência é busca criteriosa de informações sobre a realidade, e não uma fonte de conhecimentos puros, acima do bem e do mal. Os cientistas, como todos os mortais, sofrem a influência de idéias extracientíficas, às vezes preconceituosas. Mas, cuidado, isso não é defeito o erro está em não reconhecer essas características básicas do conhecimento cientifico. Tal é a tese desse excelente livro (mais um) do paleontólogo americano Stephen Jay Goul, finalmente lançado no Brasil (a edição americana é de 1981). Gould analisa, em particular, a equivocada idéia de classificar indivíduos e grupos por meio de medidas simplistas da inteligência e do caráter humanos. Ele mostra como os limitados conhecimentos nesse campo apoiados numa suposta isenção científica deram origem a inúmeras injustiças.







