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O que são os “Backrooms”, tema de novo terror da A24

A lenda dos "não lugares" nasceu na internet em 2019. E agora vai ganhar um filme produzido por um dos maiores estúdios da atualidade.

Por Maria Clara Rossini 13 Maio 2026, 14h00
O que são os “Backrooms”, tema de novo terror da A24 Priorizar nos meus resultados Google

Creepypastas é o nome dado às lendas urbanas de terror que nascem e se espalham pela internet – geralmente acompanhadas de imagens perturbadoras. Este mês, chega aos cinemas a adaptação de um dos mitos mais famosos desse universo: os backrooms. Entenda o que são e como surgiram.

Copia e cola

Pernas de uma pessoa com calças escuras e tênis com solado sujo, entrando em um túnel estreito e escuro de paredes rochosas irregulares.
(Divulgação/Reprodução)

O termo creepypasta vem do inglês creepy, “assustador”, e copypasta, uma maneira de se referir a conteúdos copiados e colados repetidamente em fóruns da internet – sendo o 4chan o principal deles. O conto Ted the Caver, de 2001, é considerado precursor das creepypastas. Em formato de diário, conta a história de um homem que adentra uma caverna repleta de acontecimentos estranhos – e termina com seu desaparecimento. Apesar de ser uma ficção, na época acreditava-se que o diário era real.

Para todos os gostos

Ilustração de Slender Man, figura alta e esguia em terno preto com gravata, sem rosto, braços longos e tentáculos escuros saindo das costas, em fundo azul escuro com luz difusa.
(Reprodução/Wikimedia Commons)

Muitas creepypastas são focadas em personagens, como o Jeff the Killer (assassino que desfigurou a si mesmo) e o Slenderman (entidade sem rosto que sequestra pessoas). Mas não só. Um subgênero popular é o de “episódios perdidos”: trechos de desenhos animados que teriam sido deletados por serem muito pesados para a audiência. Alguns exemplos incluem o suposto suicídio de Lula Molusco e de Mickey Mouse, e a morte de Bart Simpson em um acidente de avião.

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Bastidores da realidade

Corredor vazio com paredes amareladas de papel de parede, algumas com bolinhas e outras com padrão geométrico. O chão é coberto por carpete marrom, e o teto tem luzes fluorescentes retangulares.
(Bill Magritz/Reprodução/Wikimedia Commons)

Os backrooms ganharam popularidade em 2019, quando o fenômeno das creepypastas já estava em declínio. Eles se referem a lugares que passam uma aura estranha e desconfortável, como se fossem os bastidores da realidade. A lenda começou no 4chan, após a publicação da foto de um grande cômodo vazio com paredes amarelas. Um usuário anônimo comentou: “Se você não tomar cuidado e sair da realidade nas áreas erradas, você acabará entrando nos backrooms”.

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Engrossando o caldo

Homem de cabelo escuro e rosto sujo de sangue, com expressão de choque, olhando para frente. Ao fundo, um corredor iluminado em vermelho com uma figura feminina ameaçadora distante.
(Divulgação/Reprodução)

Outras imagens com estética semelhante passaram a aparecer nos fóruns: fotos de piscinas internas, corredores e salões vazios etc. Em 2024, após uma força-tarefa de pesquisa, internautas descobriram a origem da primeira imagem postada no 4chan: uma loja em reforma na cidade de Oshkosh (EUA), fotografada em 2002. Aos poucos a lenda dominou a cultura pop: Dan Erickson, criador de Ruptura, disse que os backrooms foram a principal inspiração estética da série.

Para as telonas

Homem negro de barba, camisa cinza e calça escura, com expressão confusa, em um ambiente vazio de paredes e chão amarelos, com luzes retangulares no teto e duas cadeiras de madeira ao fundo.
(Divulgação/Reprodução)
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Em 2022, o adolescente de 16 anos Kane Parsons usou CGI para criar a websérie que daria cara aos backrooms. O vídeo
O primeiro vídeo da série, chamado The Backrooms (Found Footage) acumula 76 milhões de visualizações no YouTube. Parsons é a mente por trás de Backrooms: Um não lugar, novo filme da A24 que estreia em 28 de maio nos cinemas. Aos 20 anos, Parsons é o diretor mais jovem da A24, estúdio responsável por sucessos do terror como A Bruxa (2015), Hereditário (2018) e Midsommar (2019).

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