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Os bastidores caóticos de “Tubarão”, que completou 50 anos em 2025

Um dos filmes mais importantes do cinema teve também uma das produções mais conturbadas da História.

Por Rafael Battaglia
26 dez 2025, 11h58 •
  • A inspiração

    Imagem, em fundo verde água, com a capa do livro
    (Reprodução/Montagem sobre reprodução)

    Tubarão (1975) é baseado num romance de Peter Benchley, que passou a infância pescando em Nantucket, costa nordeste dos EUA. A capa do livro inspirou o famoso pôster do longa. Benchley só bateu o martelo sobre o título (“Jaws”, que em inglês quer dizer “mandíbulas”) prestes a enviar o texto para a editora.

    Em 1973, um ano antes de o livro ser lançado, a Universal comprou os direitos de adaptação (a aposta foi certeira, pois a obra virou um best-seller). Após se decepcionar com o primeiro diretor escolhido, o estúdio contratou um jovem cineasta de 26 anos que havia demonstrado interesse na história: Steven Spielberg.

    Realismo

    Imagem de quatro homens com água até a cintura e equipamento de filmagem.
    (Universal/Getty Images)

    As cenas submersas foram feitas num tanque em Los Angeles e na costa da Austrália por documentaristas que trabalharam em Morte Branca em Água Azul (1971), uma das referências para Tubarão. O grosso das gravações aconteceu em Martha’s Vineyard, ilha do lado de Nantucket. Moradores locais sem experiência em atuação compuseram o elenco. Mas a decisão de filmar por lá em mar aberto (algo raro em Hollywood até então) quase inviabilizou o filme.

    Olá, Bruce

    Imagem de um homem dependurado no mastro de barco afundando enfrentando um enorme tubarão. Cena do filme
    (Universal/Getty Images)
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    Além da logística de câmeras e equipe no oceano, a produção sofreu com os três tubarões mecânicos construídos para o filme (apelidados de Bruce, nome do advogado de Spielberg). Os tubarões passaram 80% do tempo no conserto – seus sistemas elétricos não foram desenvolvidos considerando a água salgada. Foi preciso repensar cenas e esconder o bicho do público. O improviso aumentou o suspense sobre a criatura e foi um dos trunfos do longa.

    Acaba logo

    Imagem de um jovem falando ao telefone. Ao fundo, vê-se um cartaz de um tubarnão com a boca aberta.
    (Universal/Getty Images)

    As gravações deveriam ser de 55 dias, mas duraram 159. O orçamento estourou 300% e bateu US$ 80 milhões (em dinheiro de hoje), quatro vezes mais que o comum na época. O chefão da Universal voou até o set para entender a situação. Para piorar, uma rixa entre os atores Richard Dreyfuss e Robert Shaw azedou o clima nos bastidores. Para desestressar, Spielberg jogava arcade. Ao fim das filmagens, ele teve uma crise de pânico.

    Arrasa-quarteirão

    Imagem de um grupo de pessoas formando fila na porta de um cinema.
    (Bettmann/Getty Images)

    Junto a filmes como Bonnie e Clyde (1967) e Sem Destino (1969), Tubarão consolidou o conceito de “blockbuster de verão” – produções com orçamento polpudo que arrastam multidões. Antes, Hollywood não apostava nessa época do ano. Ninguém ia ao cinema quando dava para acampar, ir à piscina ou à praia. Tubarão foi a primeira produção a bater US$ 100 milhões em bilheteria nos EUA. Tirou todo mundo da água – primeiro pela curiosidade, depois pelo medo.

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