Oferta Mês dos Pais: Receba Super em Casa por 9,90

Crânio humano em forma de cubo de 1.400 anos é encontrado no México

Pesquisadores especulam que a modificação craniana única poderia servir como um marcador social

Por Bela Lobato 9 dez 2025, 16h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h30
Crânio humano em forma de cubo de 1.400 anos é encontrado no México Priorizar nos meus resultados Google

No sítio arqueológico e Balcón de Montezuma (Sacada de Montezuma), no estado mexicano de Tamaulipas, pesquisadores encontraram um crânio humano com um formato incomum: achatado, com arestas retas como as de uma caixa. O fóssil, que pertenceu a um homem de 40 anos, foi datado em 1.400 anos, e pertencia a uma aldeia de 90 casas circulares na região. Entre 650 a.C. e 1200 d.C, aquela área foi ocupada por diversos grupos étnicos mesoamericanos.

Fotografia da Investigações do INAH em materiais da Zona Arqueológica de Balcón de Montezuma.
Investigações do INAH em materiais da Zona Arqueológica de Balcón de Montezuma. (Instituto Nacional de Antropologia e História do México/Reprodução)

Não é a primeira vez que um crânio modificado é encontrado na Mesoamérica, embora os mais comuns sejam os em formato de cone, tecnicamente conhecidos como oblíquos. Para moldar a cabeça assim, as pessoas fixavam placas, bandagens e outros suportes na cabeça dos bebês para incentivar o crescimento mais alongado para cima.

Entretanto, segundo o

Continua após a publicidade

comunicado do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, o formato reto e achatado do crânio encontrado é único. Em outras culturas mesoamericanas, já eram conhecidos os crânios tabulares, com ângulos mais retos mas voltados para o alto, e não tão achatados como esse. 

Os pesquisadores especulam que o formato do crânio possa ter significados culturais específicos, embora ainda desconhecidos. Muitas culturas daquela região usavam as modificações cranianas para marcar o pertencimento a diferentes grupos culturais. 

Continua após a publicidade

Como exemplos desse formato de crânio com topo achatado só haviam sido observados fora da região, incluindo ao sul, no estado de Veracruz, e na área de ocupação maia, os pesquisadores quiseram verificar se o homem era nativo ou estrangeiro.

Continua após a publicidade

Para isso, os pesquisadores analisaram amostras retiradas do colágeno e dos ossos e dentes do fóssil. A análise de isótopos estáveis de oxigênio e bioapatita apontam que o indivíduo nasceu, viveu e morreu nessa região de Sierra Madre Ocidental. Os resultados descartam uma migração direta, mas é possível que a modificação tenha sido feita por membros de outro grupo, vindos de El Zapotal ou mais ao sul. 

 

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Fundo bege claro com um canto de parede à esquerda e uma superfície horizontal marrom na base. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada em azul escuro.Fundo texturizado em tom pêssego claro, com uma sombra vertical escura no lado esquerdo e uma pequena árvore azul escura no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 88% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA MÊS DOS PAIS

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).