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Maior concentração de pegadas de dinossauros do mundo é encontrada na Bolívia

No Parque Nacional de Torotoro, mais de 16 mil pegadas marcam o que um dia foi uma estrada lamacenta para dinossauros

Por Bela Lobato 16 dez 2025, 16h00 •
  • Profundas e permanentes, 16.600 marcas de patas com três dedos podem ser encontradas no solo do sítio Carreras Pampa, na Bolívia. Elas se parecem um pouco com versões gigantes de pegadas de galinhas – e não é mera coincidência. Quem as deixou foram parentes de galinhas que viveram há mais de 66 milhões de anos: os dinossauros. 

    As pegadas são compatíveis com os terópodes, animais bípedes e majoritariamente carnívoros – um grupo que inclui o famoso T. rex. Além das marcas dos delicados pés, também há registros de caudas e de natação, preservados pelo tempo no solo da região, que costumava ser lamacento.

    Quando o nível da água subiu, com as mudanças climáticas do final do Cretáceo, acabou por proteger as marcas das pegadas dos milênios de erosão, formando os fósseis que conhecemos hoje. Os tamanhos variam entre 10 e 30 centímetros, e é possível observar uma variedade de comportamentos dos dinossauros, como corridas, arrastar caudas, viradas bruscas e natação.

     

    Os pesquisadores estimam que as pegadas menores podem ter sido deixadas por animais mais jovens ou de espécies menores, como o Coelophysis, um dino que chegava a 3 metros mas pesava apenas 27 quilos. Já as pegadas maiores podem ter sido deixadas por dinossauros de porte médio, como o Dilophosaurus ou o Allosaurus, que pesavam cerca de 400 quilos e 2.700 quilos, respectivamente.

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    Imagem das trilhas paralelas e sobrepostas mostrando passeios de dinossauros. É possível ver, em verde, marcas de caudas nas pegadas, e em azul escuro, marcas de natação. As escalas na parte inferior da foto são de 1 metro cada.
    Imagem das trilhas paralelas e sobrepostas mostrando passeios de dinossauros. É possível ver, em verde, marcas de caudas nas pegadas, e em azul escuro, marcas de natação. As escalas na parte inferior da foto são de 1 metro cada. (Esperante et. al/Reprodução)

    A maioria das pegadas está alinhada no sentido noroeste-sudoeste, alinhada com a costa de um corpo d’água que havia na região. 

    “Em conclusão, o elevado número de trilhas paralelas ou semiparalelas […] sugere fortemente que um ou mais grupos de dinossauros se deslocaram juntos ou estiveram separados por um curto período de tempo”, escreveram os autores no artigo. “Onze trilhas indicam que os animais que as deixaram estavam correndo. O(s) grupo(s) pode(m) ter compartilhado um propósito comum, demonstrando comportamento de bando.”

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    Embora as pegadas não sejam novidade (elas já eram conhecidas por cientistas desde 1994), a contagem é. Até então, acreditava-se que havia 3.500 pegadas na região – o número foi atualizado para 16.600 a partir de uma pesquisa publicada no começo do mês na revista científica Plos One

    O novo número bate o recorde anterior de local com a maior concentração de pegadas de dinossauros, o sítio paleontológico Cal Orck’o, em Sucre, também na Bolívia. Lá, há, cerca de 14 mil pegadas datadas em 68 milhões de anos.

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    Embora de terem sobrevivido quase intocadas por milhões de anos, hoje, as pegadas são ameaçadas pelos humanos. Durante décadas, o sítio arqueológico serviu para plantação de milho e trigo, foi utilizado para extração de calcário e quase virou um túnel – um processo que danificou os registros antes de uma intervenção do governo federal.

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