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O inimigo que salvou Paris

General desobedeceu a uma ordem direta de Hitler

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 31 out 2016, 18h21 - Publicado em 14 abr 2012, 22h00

 

QUEM
DIETRICH VON CHOLTITZ

NASCIMENTO
WIESEGRÄFLICH (ALEMANHA)

ONDE ATUOU
PARIS (FRANÇA)

POR QUE É HERÓI?
DEBEDECEU ORDEM DIRETA DE HITLER E NÃO DESTRUIU PARIS

Um general alemão em uma revista sobre heróis da 2ª Guerra? Se você já visitou Paris, saiba que quase tudo o que viu está lá por causa de Dietrich von Choltitz, governador militar de Paris a partir de 9 de agosto de 1944. Nos 16 dias seguintes, sua principal tarefa foi desobedecer a ordens diretas de Hitler. No dia 23, recebeu um telegrama: “A cidade não deve cair nas mãos do inimigo, a não ser que esteja devastada”. Conta-se que Hitler telefonou para Choltitz perguntando aos berros: “Brennt Paris?” (“Paris está queimando?”). Foi a única vez que Choltitz desobedeceu na vida. Para alguns historiadores, a decisão de manter a Cidade Luz intacta nasceu de uma conversa com o prefeito parisiense, Pierre Taittinger. O francês disse ao alemão que ele voltaria ali algum dia e pensaria que teve o poder para destruir tudo aquilo, mas decidiu preservar a cidade. Choltitz de fato voltou ao hotel Meurice, o local do diálogo, em 1959. Reconhecido pelo barman, pediu para visitar seu antigo quarto. Foi ao balcão e olhou para as Tulherias. Depois de um longo silêncio, disse: “Ah, sim, é disto que me lembro”. Agradeceu e foi embora.

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Ao vencedor, o vinagre

QUEM
JEAN-MICHEL CHEVREAU

NASCIMENTO
VALE DO LOIRE (FRANÇA)

ONDE ATUOU
VALE DO LOIRE, (FRANÇA)

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POR QUE É HERÓI?
SABOTAVA OS VINHOS FRANCESES QUE CHEGAVAM AOS NAZISTAS

Havia uma forma de resistência na França conhecida como “esconder, mentir e trapacear”. Dessa forma, conseguiram preservar uma de suas maiores riquezas nacionais: o vinho. “Nossa diversão favorita era lograr os alemães”, disse o vinicultor Jean-Michel Chevreau aos jornalistas Don e Petie Kladstrup, autores de Guerra e Vinho (Zahar, 2001). Com seus amigos, Chevreau furava barris que seguiam de trem para a Alemanha e ficava com os vinhos. Na guerra para repatriar o vinho francês, o papel de herói coube a Bernard de Nonancourt, em 1944. Um dos primeiros a chegar ao Ninho da Águia, a fortaleza de Hitler nos Alpes, ele gritou para seus companheiros: “Vocês não vão acreditar nisso”. Para onde apontasse sua lanterna havia garrafas do melhor vinho francês. “Tudo que fora feito pelos Rothschild estava lá, os Latifes, os Moutons. Os bordeaux eram simplesmente extraordinários.” Ele acabava de encontrar meio milhão de garrafas.

 

 

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