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Se forem penas mesmo, então o dino virou ave

Senta, que lá vem história. Tudo começou em outubro do ano passado, num encontro de paleontólogos, em Nova York. Nos corredores do Museu de História Natural, começaram a circular fotos de um fóssil de dinossauro de 121 milhões de anos encontrado na China, batizado Sinosauropteryx prima. O bicho empedrado foi descoberto por um fazendeiro, que dividiu o fóssil ao meio e vendeu as metades a dois institutos de pesquisa rivais, um em Nanquim, outro em Pequim. Espertezas à parte, os especialistas americanos entraram em polvorosa. É que o animal tinha uma crina do que parecem ser penas. Seria ele o elo perdido que comprovaria que as aves descendem dos dinossauros? As opiniões se dividiram entre a empolgação, a incredulidade e até a desconfiança de fraude. Vários estudiosos se mandaram para a China para ver o achado de perto. O ornitólogo Alan Feduccia, da Universidade da Carolina do Norte, duvida. Mas Phillip Currie, do Museu de Paleontologia Royal Tyrrell, no Canadá, está convencido: são plumas mais simples do que as das aves de hoje. “A prova definitiva virá da análise em microscópio.”, disse Currie à SUPER. “Se a crina for feita da queratina presente na plumagem das aves, então aquilo é pena mesmo.”