Templos gregos tinham acessibilidade, diz estudo
Uso de rampas era comum sobretudo em templos dedicados a divindades ligadas à saúde, onde gregos iam buscar cura.
Não era apenas uma escolha arquitetônica: rampas de templos da Grécia Antiga serviam para ajudar pessoas com dificuldade de locomoção – como idosos, gravidas e pessoas com deficiência – a acessar os locais sagrados.
É o que argumenta um novo estudo, feito na Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Antiquity.
A análise das ruínas de dezenas de templos mostrou que o design acessível era comum principalmente naqueles dedicados a divindades relacionadas à saúde, onde gregos iam buscar a cura de suas enfermidades.
Um exemplo dessa prática pode ser visto na antiga cidade grega de Epidauro. Lá existe um templo dedicado a Asclépio, o deus da medicina. Construído no século 6 a.C, ele foi reformado, séculos depois – e conta com ao menos 11 rampas de pedra.
Segundo especialistas, o respeito às deficiências faziam parte da vida na Grécia Antiga. Sabe-se que em Atenas, por exemplo, o governo contava com programas de assistência a pessoas debilitadas, e feridos de guerra tinham cuidados especiais.






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