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Tortura – Confesse ou cale-se para sempre

Fogueira? Pior. Aparatos de tortura eram o pesadelo dos condenados pela inquisição medieval e moderna nos séculos 13 a 19 - só na Península Ibérica foram pelo menos 60 mil coitados

MÉTODO ESPANHOL

O MAL GARROTE EM PRÁTICA
O condenado sentava em uma cadeira de madeira com um colar de ferro em torno do pescoço. Atrás do encosto, o carrasco ia girando um bastão que apertava o colar – uma asfixia lenta. Foi um dos principais métodos de execução ibéricos – usado desde o século 13, na Inquisição espanhola, até a morte de Franco, em 1975.

A VIDA POR UM FIO

O MAL PÊNDULO EM PRÁTICA
Com as mãos atadas às costas, a pessoa era içada por meio de uma corda associada a um sistema de roldanas. Ao atingir certa altura, a corda era solta e a vítima despencava, para logo ser erguida novamente e despencar de novo, repetidas vezes. O impacto deslocava articulações, quebrava ossos e resultava em invalidez permanente.

GIRO DO TERROR

O MAL A RODA EM PRÁTICA
O sujeito nu (ou quase) era estendido com as mãos e os pés atados a uma roda. Conforme o algoz girava a manivela, a vítima seguia em direção a brasas ou a lanças no solo que rasgavam a pele quando ele passava. Era um dos espetáculos mais populares da Inquisição até o século 18 na Alemanha e na Inglaterra.

Ortura hoje

Juntar pés e mãos e prendê-los às costas enquanto se equilibra com a barriga no chão. E ficar até 55 dias assim, com breves intervalos para “descanso”. Essa posição, o “helicóptero”, é usada atualmente pelo Exército da Eritreia como técnica de tortura. Contra quem? Qualquer líder religioso não-filiado por licença governamental à Igreja Ortodoxa da Eritreia, à Igreja Luterana, à Católica ou às mesquitas oficiais. Essas são as únicas crenças autorizadas no país do ditador Isaias Afewerki. Além do helicóptero, também se pratica o “Jesus Cristo”: prende-se o inimigo a uma cruz, com cordas, e retira-se o apoio para os pés. Há quem seja trancado em um contêiner e largado no deserto: de dia o calor fica insuportável; à noite o frio é de matar.

SEM DESCAN NO CAIXÃO

O MAL DAMA DE FERRO EM PRÁTICA
O suplício começava quando a “feiticeira” ou a mulher acusada de trâmites com o coisaruim era mandada para dentro de um sarcófago com portas especiais: por dentro, elas tinham espetos perfurantes, de tamanhos variados. Se a intenção era só causar um pouco de sofrimento e arrancar confissões, espetos tamanho P bastavam. Invenção alemã, o aparato surgiu no século 12, mas foi largamente utilizado durante a Inquisição.

APERTO NO DEDO

O MAL ESMAGADOR DE POLEGARES EM PRÁTICA
Bastava colocar os dedos do inimigo entre as duas barras de ferro e ir ajustando os parafusos conforme os gritos do torturado. Era o aparelho menos dispendioso e mais fácil de usar do kit manejado pelos torturadores da época.

DESTINO ENGAIOLADO

O MAL GAIOLAS SUSPENSAS EM PRÁTICA
Parece prova de resistência de reality show. Só que em versão Idade Média. A ideia foi dos venezianos: trancavam os infiéis em gaiolas mais ou menos do tamanho de cada um e largavam o sujeito na rua, sem água nem comida. Qualquer passante podia açoitá-lo, cortá-lo, apedrejá-lo, a escolha era do público. Nem depois de morto o coitado era solto. Ficava lá dentro até virar esqueleto para servir de exemplo.

CADEIRA MALDITA

O MAL CADEIRA DA INQUISIÇÃO EM PRÁTICA
Muito usada como o lugar do réu em interrogatórios na Europa Central. Repleta de pregos, ao menor movimento do acusado eles penetravam na carne. Em outro modelo, o ferro da estrutura era aquecido com brasa e, aí, já viu: qualquer sentada já rendia uma cicatriz.

7 MANEIRAS INFALÍVEIS DE SER PEGO PELA INQUISIÇÃO

1. Sair na rua dizendo que Deus não existe ou questionando a importância da fé.

2. Manter relações homossexuais;

3. Fazer feitiçaria, tipo usar ervas para sanar aquela dor de estômago ou fazer simpatia para atrair marido;

4. Olhar feio para o vizinho ou o cachorro dele. Se um dos dois adoecesse, não havia dúvida: bruxaria sua;

5. Ser judeu. Caso não quisesse se converter e se tornar um cristão novo, a solução era mudar de país;

6. Estudar ciência ou suspeitar das versões da Bíblia para a criação do mundo;

7. Ser cigano. Esse papo de não ter residência fixa, ter amigos de vários lugares e religiões e adivinhar o futuro… heresia pura.