No clima da Copa: Super por apenas 9,90

Tristeza americana

Esse é o caso de F. Scott Fitzgerald, cuja obra é uma das crônicas mais vívidas dos ¿loucos anos 20¿ nos Estados Unidos.

Por 30 nov 2003, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h28
Tristeza americana Priorizar nos meus resultados Google

Francisco Botelho

Alguns autores têm uma relação tão visceral com o tempo em que viveram que, de certa forma, ajudam a reinventá-lo. Esse é o caso de F. Scott Fitzgerald, cuja obra é uma das crônicas mais vívidas dos “loucos anos 20” nos Estados Unidos. Fitzgerald foi uma das figuras míticas da “geração perdida” – o grupo de artistas e intelectuais americanos que, após a Primeira Guerra Mundial, retratou o esgotamento dos antigos ideais de seu país e buscou, na boemia e na literatura, uma alternativa para o árido materialismo de seu tempo.

O Grande Gatsby, obra-prima de Fitzgerald, foi considerado por muitos como “o grande romance americano” – e colocou seu autor entre os maiores da literatura do século 20. Num estilo denso e sensorial, cuja profusão de imagens tem o efeito de uma dança hipnótica, o livro descreve o cotidiano vagamente onírico de um grupo de jovens abastados na costa leste dos Estados Unidos – personagens elegantes e infelizes, que se movem através da vida sem nenhum objetivo aparente, perdidos em meio a acordes de jazz e taças de champanhe. Jay Gatsby, o misterioso e solitário novo-rico que se apaixona por uma aristocrata, é o retrato da ilusão e do desespero da juventude: sua frustrada busca pela felicidade encarna, de certa forma, o espírito de um mundo turbulento e exausto, cujos sonhos se esvaziaram. Nas páginas desse romance, Fitzgerald ajudou a transformar a “Era do Jazz” em uma ambígua Idade do Ouro, cheia de energia e glamour, mas perpassada pela sombra de uma lânguida melancolia.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, um jogador comemorando, e capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuandoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, braços erguidos em comemoração dentro de um estádio de futebol lotado, com uma bola e a bandeira do Brasil no campo, sob um céu verde-azulado. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca
ECONOMIZE ATÉ 82% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA CAMPEÂ

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).