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Vale dos Reis: Egito

Mais de 60 tumbas escavadas no Egito para abrigar as múmias dos faraós

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h20 - Publicado em 31 jul 2008, 22h00

Texto Fred Linardi

ONDE FICA

Bem perto do rio Nilo, onde um dia existiu a antiga cidade de Tebas. Na margem oposta está a atual cidade de Luxor, 670 km ao sul da capital, Cairo.

FARAÓ SETI 1º – A MAIS LONGA DAS TUMBAS

Quando foi descoberta, em outubro de 1817, pelo explorador italiano Giovanni Belzoni, a tumba do faraó Seti 1º já era considerada a maior de todo o Vale dos Reis. Naquela ocasião, Belzoni mapeou 100 longos metros de corredores que levavam à câmara mortuária do antigo governante. Em abril de 2008, no entanto, arqueólogos egípcios descobriram que a tumba é ainda mais extensa e profunda. Uma nova passagem e mais um corredor foram encontrados, aumentando a extensão da tumba para 138 metros. Ela é também a mais profunda do vale. No total, tem 7 corredores e 10 câmaras, decorados com imagens em alto e baixo relevo nas paredes.

TEURO ARQUEOLÓGICO

Na tumba de Seti 1º foram achados vasos e esculturas, entre outras preciosidades de valor incalculável (incluindo a múmia de um touro). Em 1828, o francês Jean-François Champollion – que no ano anterior havia traduzido os hieroglifos egípcios pela primeira vez – extraiu dois grandes blocos de parede da tumba, que hoje integram a coleção egípcia do Louvre, em Paris.

A MÚMIA PERDIDA DE SETI

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A múmia do faraó (à esq.) não foi encontra em sua tumba, mas em outra – a DB320. Os arqueólogos acreditam que ela tenha sido transferida para evitar que fosse roubada por saqueadores. Filho de Ramsés 1º e da rainha Sitré, Seti foi o 2º faraó da 19ª dinastia. Governou o Egito de 1291 a 1278 a.C. Acredita-se que tenha morrido com aproximadamente 40 anos. Sua múmia está no museu do Cairo, e o sarcófago (à dir.), no Museu Sir John Soane, em Londres.

A NECRÓPOLE DE TEBAS

Alvo de inúmeros saqueadores ao longo da história

O que foi

O Vale dos Reis era parte da necrópole de Tebas, capital do Império Novo. Trata-se de um conjunto de tumbas construídas entre os séculos 16 e 11 a.C. Elas abrigavam as múmias de faraós, seus familiares e integrantes da nobreza egípcia.

Quem descobriu

As tumbas são conhecidas desde a Antiguidade e foram alvo de inúmeros saqueadores e caçadores de tesouros. Começaram a ser exploradas por arqueólogos europeus no século 18. Quando abertas, muitas foram encontradas vazias e depredadas.

O que se sabe

Já foram mapeadas 63 tumbas no Vale dos Reis. Os egípcios tiraram proveito do solo calcário da região, mais fácil de ser escavado. A construção de uma tumba começava no início do reinado de seu dono e demorava cerca de 6 anos para ser concluída.

O que não se sabe

Há 26 tumbas espalhadas pelo Vale dos Reis sobre as quais os arqueólogos simplesmente não sabem nada. Uma das que guardam mais segredos é a KV 63 – última a ser descoberta, em 2005. Nela foram achados vários jarros e 6 sarcófagos, mas nenhuma múmia.

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