Zygmunt Bauman: “Nada é feito para durar”
O sociólogo polonês que criou o conceito de "modernidade líquida": uma instabilidade pemanente e fonte de diversas aflições
Zygmunt Bauman é sociólogo por formação, mas sua obra mais contundente faz uma crítica filosófica profunda da modernidade. Ele cunhou o conceito de “modernidade líquida” para explicar como nada hoje em dia é feito para durar, do amor à profissão, tudo é líquido, muda de forma muito rapidamente e sob pouca pressão.
Dessa instabilidade permanente, nasce uma angústia do homem diante do futuro e do progresso — e isso explica o boom do consumo de antidepressivos, ansiolíticos e todo tipo de atividade ou entretenimento que ajude a afastar essa sensação. Bauman também se destacou ao descrever como, na segunda metade do século 20, as sociedades deixam de priorizar a produção e passam a priorizar o consumo – no que ele descreveu como a passagem da modernidade para a pós-modernidade.
Modernidade Líquida é apenas uma das 40 obras (sendo 16 delas traduzidas para o português) do pensador polonês, que foi professor emérito da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e morreu em 2017.







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