Seria errado culpar a adúltera Helena pela Guerra de Troia. A moça, na verdade, foi uma vítima das palavras. Páris, seu sedutor, teria usado o poder da linguagem para manipular a mente de Helena. Usando essa argumentação, o sofista Górgias explicou o poder mágico que, para ele, existia nas palavras. Gênio da retórica, o filósofo acreditava piamente na persuasão da linguagem. Era uma espécie de precursor dos publicitários, capaz de sustentar opiniões absurdas e convencer seu público usando apenas o talento argumentativo. Pela retórica, Górgias e os sofistas provaram que a inteligência também poderia ser usada para mentir, seduzir e impressionar.
Nascido na cidade de Lentini, na Sicília, o sofista teria vivido 108 anos em perfeita saúde e propondo pensamentos radicais. O mais famoso foi o das três teses: 1) nada existe; 2) se algo existisse, não poderia ser pensado e 3) se algo existisse e pudesse ser pensado, não poderia ser explicado. A ideia polêmica ganhou várias interpretações. Há quem diga que foi apenas uma brincadeira feita durante um dos discursos de Górgias para assustar os ouvintes. Outros sustentam que era uma forma radical de ceticismo.

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