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Como é uma cirurgia de extração do siso?

Tá na hora de tirar os "dentes do juízo"? Não precisa ter medo. Confira o passo-a-passo do procedimento

Por Marcelo Testoni Atualizado em 14 fev 2020, 17h32 - Publicado em 24 out 2017, 15h38

PERGUNTA Pedro Ivo Nogueira Silva, Rio de Janeiro, RJ

 

Márcio L. Castro/Mundo Estranho

1) Os sisos são quatro dentes do tipo terceiro molar. Recomenda-se a extração por volta dos 18 anos, quando os tecidos da boca ainda estão mais macios. Porém, se não brotarem até os 30, é porque não acharam espaço. É preciso arrancá-los – ou poderão causar dores, inflamações, cáries, problemas de mastigação ou dentes encavalados.

2) Uma radiografia da arcada ajuda o cirurgião a avaliar a posição e o formato do siso e estudar a melhor técnica para tirá-lo. Os inferiores geralmente dão mais trabalho: são maiores que os superiores e fixados na mandíbula, que é mais curta e rígida que o maxilar. Aí sim pode ser agendada a operação, que dura cerca de 30 minutos.

Márcio L. Castro/Mundo Estranho

3) A anestesia é composta de articaína ou bupivacaína, drogas vasoconstritoras que fazem os tecidos perderem a sensibilidade por cerca de 50 minutos. Ela é aplicada nos lados de dentro e de fora da gengiva. No caso dos sisos superiores, também no canto do céu da boca próximo ao dente. E, nos inferiores, no nervo lingual, ao fundo da boca.

 

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Márcio L. Castro/Mundo Estranho

4a) Caso o siso não esteja aparente, é preciso remover parte do osso que o recobre. Aí, o dente é quebrado e pinçado em pedaços, com o que sobrou do osso na cavidade.

4b) Na maioria dos casos, porém, o siso já “nasceu”. Basta fazer uma incisão na gengiva, rente ao dente, com o cortante (uma espécie de bisturi) para expô-lo.

 

Márcio L. Castro/Mundo Estranho

5) O cirurgião encontra um ponto entre o dente e o osso para encaixar as alavancas, que lembram chaves de fenda. Ele as movimenta para amolecer e suspender o siso.

6) O fórceps dentário, um instrumento no formato de um alicate, é usado para “abraçar” a coroa do dente e removê-lo. Por fim, são dados de dois a três pontos no local.

CONSULTORIA Marcelo Trivelato, cirurgião-dentista da associação filantrópica Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (SP)

 

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