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Como foi o cerco romano a Jerusalém?

Episódio foi um dos mais sanguinários da história

Por Fabiano Onça 6 jan 2011, 17h46 | Atualizado em 6 mar 2024, 09h07
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Muro das lamentações

Foi a investida de 70 mil soldados, no ano 70 d.C., para conter uma rebelião dos judeus contra a autoridade de Roma. Ao encarar as muralhas de Jerusalém, atrás das quais milhares de revoltosos se refugiaram, os romanos, liderados pelo general Tito, viram que a batalha seria dura, mesmo atacando com quatro legiões. Constantemente ameaçados por ações de contraataque, os legionários fizeram um dos maiores e mais complexos cercos da Antiguidade.

Construíram muralhas, torres de assalto, catapultas, escadas e outros equipamentos que faziam das legiões romanas tropas únicas no mundo antigo – além de ótimos guerreiros, eram também excelentes engenheiros. Ao fim do trágico combate, quando finalmente conseguiram romper as três muralhas que protegiam a cidade, os legionários, irritados com a resistência dos judeus, promoveram um verdadeiro banho de sangue (foram pelo menos 100 mil mortos) e terminaram por incendiar o Templo de Jerusalém, escravizando os sobreviventes.

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TERRORISMO DAS ANTIGAS

Para “estimular” os sitiados à rendição, os invasores tocavam o terror. Os judeus apanhados pelos romanos fora das muralhas eram crucificados na frente de todos. O mar de cruzes servia como um aviso macabro do que estava por vir

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REGIME FORÇADO

Uma das maneiras de forçar a rendição dos judeus era fazê-los passar fome. E, com a muralha, não havia como fugir. Em Jerusalém, ela foi construída pelas legiões com madeira e terra em tempo recorde: quatro dias

TIRO AO ALVO

A balística – uso de projéteis para atingir locais designados – da legião romana era precisa. Para ajustar a distância dos tiros, usava-se um projétil de chumbo com uma linha amarrada. A cada bala lançada, os judeus avisavam seus camaradas para se proteger. A frase-senha era bizarra: “Bebê chegando!”

SÓ NA SABOTAGEM

Os judeus armavam engenhosos contragolpes. Num deles, saíam à noite por túneis subterrâneos em ataques relâmpagos. Quando os romanos tomaram a segunda muralha, por exemplo, foram atacados por milhares de judeus emboscados em casas e escombros

FORÇA “AÉREA”

A torre de assalto, de madeira e couro, era o alvo predileto dos acuados judeus – e uma peça a ser protegida a todo custo pelos romanos. O único jeito de deter o monstro era tocando fogo. E foi o que fez um grupo de judeus liderado por João, o Idumeu

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ARROMBANDO TUDO

O exército romano usou bate-estacas para tentar abrir vãos nas muralhas de Jerusalém. Foi assim que a cidade caiu, ao fim do cerco. Vinte homens e um corneteiro tomaram o local por uma brecha na Fortaleza Antônia. Os judeus acharam que era um ataque em larga escala e fugiram

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