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Como funciona o controle de tráfego aéreo?

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Por Tarso Araújo 18 abr 2011, 18h34 | Atualizado em 22 fev 2024, 11h24
Como funciona o controle de tráfego aéreo? Priorizar nos meus resultados Google

Como funciona o controle de tráfego aéreo?

Mano Lopez,

Charqueadas, RS

O controle sobre aviões e helicópteros começa antes mesmo do embarque e só se encerra quando a luz de apertar os cintos se apaga. Entre esses dois momentos, cada aeronave é acompanhada constantemente por pelo menos um controlador de tráfego, que pode ter sob sua responsabilidade até sete aeronaves simultaneamente e, portanto, centenas de vidas. “Mas para a gente não importa se um avião leva 1 ou 300 pessoas. As aeronaves têm a mesma importância”, diz o tenente Bruno Pinto Barbosa, chefe do Centro de Controle de Aproximação de São Paulo. Para auxiliar os controladores, existem sistemas de meteorologia e telecomunicação, radares e computadores. Toda transmissão é duplicada para cobrir possíveis falhas. Afinal, qualquer segundo de cegueira do controle aéreo pode aumentar a probabilidade de uma tragédia como a do vôo 1907 da Gol, que matou 154 passageiros no ano passado.

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Ases domáveis
Toda aeronave passa por três níveis de controle entre a decolagem e o pouso

1. Antes de embarcar, o piloto faz o plano de vôo. É um documento com dados sobre a aeronave, os locais de partida e chegada, horas previstas de pouso e decolagem, rota, altitude e velocidade etc. Os dados vão para a central de controle de tráfego aéreo, que analisa o plano e faz os ajustes necessários

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2. Já na cabine, o piloto se comunica com a torre pela primeira vez. Ele é atendido pelo controlador de clearance, que checa todos os detalhes do plano de vôo, comunica as alterações feitas pela central e, no final, passa o código de transponder da aeronave – uma espécie de RG no espaço aéreo

3. Já com o código de transponder, o piloto fala com o controlador de solo, que também fica na torre do aeroporto. Ele observa a pista para verificar se o caminho está livre e autoriza o pushback: um trator empurra o avião (que não tem marcha à ré), deixando-o na direção da pista

4. O piloto liga o motor, segue até uma linha na cabeceira da pista, pára e entra em contato com um terceiro controlador na torre para pedir autorização para decolagem. Essa pessoa precisa garantir que entre cada pouso e decolagem haja um tempo mínimo de segurança, entre 100 e 120 segundos

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5. A cerca de 10 quilômetros do aeroporto, o avião perde contato visual com a torre e passa a ser controlado pelo radar do chamado Controle de Aproximação ou APP (de APProach, “aproximação” em inglês). O de São Paulo, por exemplo, controla diariamente 1 500 pousos e decolagens, cobrindo uma área de cerca de 200 quilômetros de diâmetro

6. A função dos controladores do APP é garantir uma distância mínima entre os aviões nas proximidades do aeroporto. Em algumas situações eles podem até “dirigir” o avião, indicando pelo rádio as coordenadas, a velocidade e a altitude que o piloto deve adotar para não bater em outra aeronave

7. Quando sai da área do APP, a aeronave entra no espaço do Controle de Área, ou ACC (Area Control Center). No Brasil, esse controle é feito por quatro centros, conhecidos como Cindactas, formados por vários radares cada um. Através deles, os controladores verificam se as aeronaves seguem seu plano de vôo corretamente

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8. Quando uma aeronave se aproxima de um aeroporto, sai do controle dos Cindactas e entra em contato com os controladores do APP do aeroporto em que vai pousar. E segue o caminho inverso do que fez na decolagem: primeiro APP, depois entra em contato com a torre do aeroporto

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