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Como são as competições de saltos ornamentais?

As modalidades variam de acordo com o número de saltadores – o salto pode ser individual ou em dupla, quando os atletas tentam fazer movimentos sincronizados – e com a altura do pulo. As disputas podem acontecer em trampolins de 1 e 3 metros e em plataformas de 5 a 10 metros. Em cada etapa […]

Por Artur Louback Lopes Atualizado em 4 jul 2018, 20h18 - Publicado em 18 abr 2011, 18h50

As modalidades variam de acordo com o número de saltadores – o salto pode ser individual ou em dupla, quando os atletas tentam fazer movimentos sincronizados – e com a altura do pulo. As disputas podem acontecer em trampolins de 1 e 3 metros e em plataformas de 5 a 10 metros. Em cada etapa das competições, os saltadores realizam cinco saltos, partindo de cinco posições diferentes. Depois da saída, os atletas começam uma série de acrobacias, escolhidas previamente por cada um deles. Na hora de avaliar as piruetas, cada juiz dá uma nota de zero a 10, levando em conta a potência muscular do atleta, a precisão e a leveza dos movimentos. Mas a nota começa a ser definida um dia antes do torneio, quando os saltadores apresentam as listas com suas piruetas para os organizadores. Dependendo das acrobacias escolhidas, os sete juízes definem o grau de dificuldade de cada salto. O tal grau de dificuldade é um número que aumenta quanto mais complicado for o salto, e geralmente varia entre 1 e 4 – mas ele pode ser até maior, pois não há limite máximo. Esse grau é usado para multiplicar as notas dos jurados, determinando a avaliação final de cada competidor. Juntando tudo, o sistema de notas funciona assim: um atleta pula e recebe notas dos sete jurados. A mais alta e a mais baixa são eliminadas, as cinco restantes são somadas e, depois, multiplicadas pelo grau de dificuldade. Vamos dar um exemplo: um saltador que escolhe saltos fáceis, com grau de dificuldade 2, e tira cinco notas 9 (um total de 45 pontos, portanto), terá uma nota final de apenas 90 (45 x 2 = 90). Já um atleta mais ousado, que monta uma seqüência com grau de dificuldade 4, venceria o rival mesmo que ganhasse cinco notas 6 no salto, totalizando 30 pontos. Afinal, depois de multiplicar sua pontuação pelo grau de dificuldade, sua nota final seria de 120 (30 x 4 = 120). “Os brasileiros, por exemplo, conseguem boas notas, mas costumam perder no grau de dificuldade. Por aqui, o problema é a falta de instalações adequadas. Os trampolins e as plataformas ruins não permitem saltos sofisticados”, afirma o treinador Ivan Paixão, da Federação Aquática Paulista.

Tibum acrobático
Perfeição e grau de dificuldade dos movimentos determinam a nota final

Bananeira nas alturas

Nas competições, os atletas realizam seqüências de saltos partindo de posições diferentes. Nos trampolins, são cinco posições iniciais: de frente, de costas, revirado (saindo de costas, mas girando para a frente), pontapé à Lua (saindo de frente e girando para trás) e parafuso. Na plataforma, há ainda a saída em parada de mão ou equilíbrio, que a gente escolheu para mostrar no infográfico

Queda estética

A postura do atleta conta pontos em todos os momentos do salto. O ideal é combinar precisão e leveza. Na saída em equilíbrio, por exemplo, o atleta precisa de muita potência muscular para ficar bem retinho. Por isso, essa posição inicial é considerada a mais difícil dos saltos ornamentais

Bomba voadora

Depois da saída, o atleta começa a executar sua série de piruetas. Existem quatro tipos de posições — em um salto de verdade, o atleta escolhe uma ou duas delas, mas nós vamos mostrar todas. Ao lado, você vê a posição grupada (igual à popular “bomba”), em que o atleta abraça as pernas flexionando o corpo

Veredicto implacável

Enquanto o atleta rodopia no ar, os juízes observam atentamente os saltos para avaliar a perfeição dos movimentos. Nas principais competições, há sete juízes, três em uma borda da piscina e quatro em outra. Como seus ângulos de visão são diferentes, as notas mais alta e mais baixa são eliminadas. As cinco notas que sobram são somadas, e depois multiplicadas pelo grau de dificuldade das manobras

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Igualzinho à daiane

Uma segunda posição bem comum durante as acrobacias é a carpada. Já ouviu esse nome na ginástica olímpica? É a mesma posição usada pela ginasta Daiane dos Santos no salto que a consagrou no solo, o “duplo twist carpado”. Nessa manobra, o atleta abraça as coxas, mas mantém as pernas esticadas

Espreguiçada aérea

Outra posição possível é a estendida. O nome diz tudo: o atleta estica ao máximo os braços e pernas já se preparando para entrar bem reto na piscina. A quarta e última posição nos saltos ornamentais é a livre, que varia de acordo com a criatividade de cada competidor

Final discreto

O salto termina com a entrada na água, que conta bastante na avaliação dos juízes — como as piruetas duram menos de 1 segundo, a última impressão é muito importante. O ideal é levantar o mínimo de água da piscina. Para isso, o corpo do nadador deve estar bem estendido e o mais vertical possível em relação à água

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