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Como seria uma Missa Negra da Igreja de Satã?

Os primeiros registros da Missa Negra datam do ano 200, em documentos da Roma antiga. Anton LaVey a retomou em sua seita e a descreveu na Bíblia Satânica

Por Danilo Cezar Cabral Atualizado em 4 jul 2018, 20h14 - Publicado em 17 out 2016, 15h44

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Criada pelo ocultista Anton LaVey em 1966, a Igreja de Satã chocou a opinião pública dos EUA por supostamente realizar Missas Negras – ritos cujos objetivos eram ironizar os valores da missa cristã e celebrar os prazeres da carne. No entanto, investigações da polícia jamais encontraram provas de que os rituais envolviam sexo e violência, como alegavam certos rumores.

1) O INÍCIO

Os primeiros registros da Missa Negra datam do ano 200, em documentos da Roma antiga. LaVey a retomou em sua seita e a descreveu na Bíblia Satânica, de 1969. É dessa obra que foram retirados os dados deste infográfico. Pouco se sabe sobre os eventos reais, envolto em muitos rumores sensacionalistas

2) CENÁRIO DE TERROR

O rito, de acordo com as regras, aconteceria em ambientes subterrâneos, como porões e cavernas. Animais mortos integrariam o cenário, já que a inspiração veio de religiões pré-cristãs, nas quais o sacrifício de bichos era frequente. Outra figura decorativa seria Baphomet, ídolo pagão reformulado no século 19 por ocultistas como Eliphas Levi

3) SÍMBOLO DE TERROR

Para o cristianismo, o pentagrama satânico representa o vazio em que os anjos caídos são acorrentados. No círculo duplo, cinco letras (originalmente gregas, depois trocadas por hebraicas) escrevem “Leviatã”. Ele é um dos príncipes do inferno, segundo a Bíblia Satânica. As três pontas para baixo simbolizam a rejeição à trindade católica

4) DESEJO À FLOR DA PELE

Sacrifícios humanos eram comuns em práticas religiosas mais antigas. Entretanto, os seguidores da Igreja de Satã não confirmavam (nem negavam) se eles também aconteciam na Missa Negra. O conceito poderia ser apenas sugerido: uma virgem nua no altar recebia um leve corte para verter sangue

5) PARÓDIA RELIGIOSA

Ministrada em latim, a missa misturava referências de cerimônias pagãs pré-cristãs, cânticos medievais franceses, canto gregoriano e citações de romances de ocultistas como Dennis Wheatley. O objetivo era subverter valores da missa católica, promovendo a aceitação do lado mundano que existe no homem

6) O GUIA DAS TREVAS

A Bíblia Satânica, escrita por LaVey, não era uma leitura obrigatória. Mas era muito consultada por conter descrições sobre o ritual, as magias e as invocações, especialmente nos livros de Belial e Leviatã. Outra obra do autor que também pode ser usada é Rituais Satânicos, de 1972

7) VALORES VAZIOS

O satanismo prega o individualismo e uma mentalidade “olho por olho”. A figura de satã é adotada como uma representação da natureza humana, e não literalmente (já que o diabo é uma criação do cristianismo, cujas crenças o satanismo rejeita). Hoje, o satanismo existe principalmente numa versão “light”, em que os rituais e teatralidades são descartados e aproveita-se apenas a filosofia, que consiste em liberdade pessoal, busca pelo prazer e a tentativa de aproveitar a vida ao máximo, sem a culpa cristã

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