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Qual é o disco de música pop mais raro e valioso do mundo?

Por José Augusto Lemos Atualizado em 4 jul 2018, 20h26 - Publicado em 18 abr 2011, 18h51

Só pode ser um compacto de 78 RPM, de 1958, do grupo Quarrymen, embrião dos Beatles – formado por John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, mas sem Ringo Starr. No lado A, o disco traz uma versão de “That’ll Be the Day”, clássico de Buddy Holly, um dos maiores nomes do rock’n’roll dos anos 50. No lado B, encontra-se “In Spite of All the Danger”, raríssima parceria gravada entre McCartney e Harrison. Existe só uma cópia desse compacto, pertencente ao próprio Paul McCartney, que a arrematou do dono anterior por uma quantia não divulgada – especula-se que, no mínimo, 1 milhão de dólares. O lado A havia sido lançado em alguns discos piratas, mas o B permaneceu inédito até 1995, quando saiu a coletânea Anthology, primeiro lançamento oficial de ambas as faixas.

Já o disco comercial mais valioso é a edição original de Yesterday and Today (1966), dos Beatles, recolhida logo após o lançamento por causa da capa, considerada chocante, em que o grupo aparece vestido com aventais de açougueiro, nacos de carne e bebês de plástico desmembrados. Um exemplar foi vendido, recentemente, em um leilão por 38 500 dólares.

Em segundo lugar, vem a primeira edição do álbum The Freewheelin’ Bob Dylan (1963), contendo as quatro faixas que, nas edições seguintes, seriam retiradas de circulação pela gravadora, por considerá-las mórbidas ou politicamente fortes demais: “Let Me Die in My Footsteps” (“Deixem-me Morrer nos Passos de Meus Pés”), “Rocks and Gravel” (“Rochas e Brita”), “Talkin’ John Birch Blues” (“Blues Falando como John Birch”, nome de uma figura que representa a extrema direita na política americana) e “Gamblin’ Willie’s Dead Men’s Hand” (“A Mão dos Mortos de Willie, o Apostador”). Um exemplar em bom estado pode alcançar facilmente 15 mil dólares em leilões para colecionadores.

* José Augusto Lemos é jornalista, ex-diretor de redação da revista Bizz

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