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Caranguejo do diabo: por que consumir animal levou influenciadora à morte

Espécie venenosa de caranguejo contém as mesmas neurotoxinas do baiacu.

Por Ana Clara Caielli Barreiro
12 fev 2026, 19h00 •
  • A filipina Emma Amit, influenciadora de 51 anos, faleceu no dia 6 de fevereiro após consumir, em um de seus vídeos, o chamado “caranguejo do diabo”. Pescadora, ela vivia na província de Palawan, nas Filipinas, e costumava postar vlogs sobre os frutos do mar que pescava com o marido.

    No dia 4 de fevereiro, ela coletou crustáceos em um manguezal com amigos e, em seguida, os preparou com leite de coco. Amit compartilhou esses momentos nas redes sociais e gravou um vídeo comendo um dos frutos do mar [veja abaixo].

    Mesmo experiente, ela não percebeu que, entre os animais coletados, estava uma espécie altamente venenosa de caranguejo, letal para seres humanos.

    Ela teve convulsões, perdeu a consciência e ficou com os lábios escurecidos. A influenciadora foi internada, mas não resistiu e morreu dois dias depois. 

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    O que é o “caranguejo do diabo”?

    O nome se refere à espécie Zosimus aeneus, encontrada em recifes de coral da região do Indo-Pacífico. Ele não existe no Brasil ou em qualquer lugar do oceano Atlântico. 

    É considerado um dos caranguejos mais venenosos das Filipinas. Sua carne e carapaça, de tons vibrantes com manchas vermelhas e marrons (que lembram as cores associadas ao diabo – daí o nome), contêm neurotoxinas como a tetrodotoxina e a saxitoxina, que também estão presentes no baiacu. Essas substâncias não são inativadas pelo cozimento.

    Quando consumidos por humanos, esses pequenos caranguejos – que geralmente têm menos de 10 centímetros – podem causar uma intoxicação grave em questão de horas. As toxinas impedem que os nervos transmitam sinais aos músculos, levando à paralisia muscular e à insuficiência respiratória.

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    Não há antídoto. O tratamento consiste em suporte intensivo no hospital até que o organismo elimine a toxina. Por isso, os casos apresentam alta taxa de mortalidade, mas a gravidade varia conforme a quantidade de veneno ingerida e as condições de saúde do paciente. 

    Em situações mais severas, a paralisia pode ser tão intensa que a pessoa desenvolve a “síndrome do encarceramento”, condição em que permanece consciente, mas incapaz de se mover.

    O governo das Filipinas fez um comunicado pedindo para que a população evite comer caranguejos e esteja atenta para não ingerir, por engano, a espécie letal.

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