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Dar amendoim para bebês pode prevenir alergia no futuro

Em nova diretriz, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA recomendam incluir amendoim na dieta de crianças de 4 a 6 meses de idade

Por Giselle Hirata Atualizado em 6 jan 2017, 15h39 - Publicado em 6 jan 2017, 15h33

Dá para contar nos dedos as pessoas que nunca desenvolveram uma alergia na vida. E entre os alimentos, o amendoim é um dos que mais causam reações. Nos EUA, um dos maiores consumidores do mundo, a incidência é ainda maior. Em 2010, uma pesquisa do Instituto de Jaffe de Nova Iorque revelou que o número de casos de alergia a amendoim entre crianças triplicou na última década.

Em uma tentativa de minimizar o problema, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas anunciou uma nova diretriz que incentiva pais a incluir o amendoim na dieta de bebês entre 4 e 6 meses de idade.  

A recomendação é baseada em um estudo que constatou que a exposição precoce ao alimento pode proteger e prevenir que as crianças desenvolvam alergias graves no futuro.

“Nosso sistema imunológico passa por um grande desenvolvimento e maturação durante os primeiros anos de vida. Se introduzirmos comidas com amendoim nesta fase, o sistema imunológico poderá lidar com isso”, explicou David Stukus, pediatra e alergista de Ohio e um dos coautores do método.

O procedimento, porém, deve ser monitorado e pode ter alterações de acordo com o nível de alergia da criança: as que apresentam alto risco de alergia precisam passar por um especialista antes da introdução do amendoim na dieta.

Uma das indicações é que o alimento seja processado e não oferecido inteiro – o que poderia fazer o bebê engasgar. Entre as sugestões: manteiga ou pasta de amendoim.

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