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Éter

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h39 - Publicado em 30 set 1992, 22h00

Carolle U. Alarcon

Por que o éter, quando inalado, faz com que a pessoa desmaie?

Porque ele é capaz de “desligar” as regiões do cérebro que mantêm a pessoa consciente. Graças a essa qualidade, o éter foi um dos primeiros anestésicos a ser usado no final do século passado. A substância tem a capacidade de se transformar rapidamente em vapor, indo para os pulmões junto com o ar respirado. Então, passa para a corrente sanguínea e segue até o cérebro. A primeira região a sofrer seu efeito é a que matem a pessoa “na linha” e Lea entra em estado de euforia semelhante ao causado por bebida alcoólica. A partir daí, a área que controla o estado de consciência é afetada e os neurônios, células nervosas, diminuem a produção de impulsos nervosos ou impedem que eles se propaguem. “Por isso continuar sendo inalado, atingirá as regiões do cérebro que controlam a respiração e o coração, causando parada respiratória, problemas cardiovasculares e até a morte”, explica o fisiologista Marcus Vinícus Baldo, da Universidade de São Paulo.

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