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Médicos – e médicas – correm muito mais risco de suicídio

Por Fernanda Ferrairo e Bruno Garattoni - Atualizado em 13 nov 2019, 14h27 - Publicado em 4 ago 2016, 17h21

20 SEGREDOS QUE OS MÉDICOS NÃO CONTAM
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Um estudo conduzido pela American Foundation for Suicide Prevention, em 2008, descobriu que o índice de suicídios entre médicos é 70% maior que na população em geral. Entre médicas, 400% maior. “Há fatores que geram ansiedade e depressão, como alto número de horas trabalhadas, stress e a responsabilidade de lidar com tragédias humanas”, diz o psiquiatra Mauro Aranha, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Além das durezas clássicas da profissão, o alto índice também é sintoma de uma piora nas condições de trabalho, com jornadas cada vez mais árduas e difíceis. E isso leva alguns a buscar válvulas de escape. Uma pesquisa com 7 mil cirurgiões nos EUA constatou que 13,9% deles têm problemas com álcool – o dobro da população. “O estudo avaliou cirurgiões, mas a gente vê isso em todas as áreas”, diz Alexandrina Meleiro, da comissão de saúde mental médica da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Fontes Experts Address Risk of Physician Suicide. JAMA 2005, 294; Prevalence of Alcohol Use Disorders Among American Surgeons. Michael Oreskovich e outros, American College of Surgeons

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