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O fim da dedada?

Só tem um jeito de detectar câncer de próstata. E você sabe qual é. Mas pesquisadores de Harvard trazem uma nova esperança aos homens cheios de dedos. E agora?

Por Pâmela Carbonari Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
8 jul 2016, 23h15 • Atualizado em 11 mar 2024, 11h10
  • Uma nova esperança aos homens que temem o toque retal para detectar câncer de próstata: o diagnóstico a partir do exame de sangue pode não ser tão vago quanto os cientistas achavam.

    Em 2012, um estudo americano ratificou que o exame de PSA (antígeno prostático específico) tinha um índice baixíssimo de acerto. Pior: em grande parte dos casos, identificava alterações maiores do que os níveis reais. O toque retal, então, seguiu firme e forte como uma virtual obrigação para homens com mais de 40 anos. Mas esse mesmo estudo que atribuiu maior importância à “dedada”, agora, foi acusado de ter problemas metodológicos.

    Pesquisadores de Harvard acabam de publicar um estudo feito durante 30 anos, e a conclusão é, sim, uma boa forma de prever se um homem vai desenvolver câncer de próstata é através do exame de sangue – os resultados dos testes de PSA são 75% seguros.

    Durante a pesquisa, os homens que fizeram o teste de PSA e o resultado mostrava que eles estavam no grupo de médio a alto risco tiverem 82% de chances de ter câncer. Da mesma forma, aqueles cujo PSA estava entre baixo e médio, tiveram menos probabilidade de desenvolver a doença.

    Eles analisaram as informações médicas de homens na faixa dos 40 anos e compararam se o teste seria eficaz para determinar a incidência da doença ou não. Dos 945 homens, 711 continuaram saudáveis e 232 tiveram câncer – desses, 71 desenvolveram uma versão fatal da doença.

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    A nova conclusão sobre o PSA é importante, porque pode levar uma horda de medrosos aos consultórios médicos. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que de 2014 para 2015 tenham sido diagnosticados 68.800 novos casos da doença no país e que um a cada 36 homens morrerá por isso. Apesar dos números serem expressivos, a maioria dos homens que desenvolve câncer de próstata não morre disso – quando a doença é detectada cedo, as chances de cura sobem para 90%.

    E é aí que está o problema, a falta de diagnóstico. Segundo pesquisa realizada em 2013 pela Sociedade Brasileira de Urulogia (SBU), 47% dos 5 mil homens entrevistados nunca fizeram nenhum exame para identificar tumores na próstata.

    Mas, afinal, o que é o PSA?

    O antígeno prostático específico (singla em inglês para prostate specific antigen) é uma proteína produzida nas glândulas da próstata para formar escudos de proteção (anticorpos) contra moléculas que possam ameaçar o órgão. Por isso, quanto mais altos estiverem os níveis de PSA, maiores os riscos de um homem desenvolver ou estar com câncer de próstata. O antígeno pode ser encontrado no sêmen e, em menores quantidades, no sangue – taxas de até 2,5 ng/ml são consideradas normais.

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    A Sociedade Brasileira de Urologia sugere que homens com mais de 45 anos façam os exames preventivos uma vez ao ano, e segue defendendo que o PSA não substitui o toque retal. Então, caro leitor cheios de dedos, deixe de lado o medo do dedo alheio. Existem muito mais motivos para temer outro intruso indesejado: o câncer.

     

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