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O tic tac bioquímico, hormônios

Os hormônios funcionam em ciclos de 24 horas. Eles marcam o compasso do corpo.

Por 31 ago 1998, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h37
  • Lívia Lisbôa

    O coração bate 70 vezes por minuto. A mulher menstrua a cada 28 dias. O sono dura 8 horas. A repetição constante desses ritmos é resultado de um intrincado trabalho das glândulas e seus hormônios, executado com a precisão de um relógio suíço. Mecanismos internos, que variam de indivíduo para indivíduo, fazem com que cada atividade renda o seu máximo quando realizada na hora certa. Esse ciclo é chamado de circadiano (do latim, “cerca de um dia”).

    O organismo percebe “que horas são” pela presença ou ausência de um hormônio chamado melatonina, produzido pela glândula pineal. Ela recebe ordens de determinadas áreas do cérebro chamadas de núcleos supraquiasmáticos, que funcionam como um relógio biológico. A Medicina desconfia, no entanto, da existência de mais mecanismos envolvidos nessa tarefa. “Sabemos que se os núcleos supraquiasmáticos forem destruídos, alguns ritmos serão abolidos, mas não todos”, afirma o professor Luiz Menna-Barreto, especialista em Cronobiologia da Universidade de São Paulo.

     

     

    Quem sabe é super

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    Em viagens para lugares de fuso horário diferente, o seu “relógio biológico” leva cerca de três dias para se readaptar. Ocorrem os sintomas do jet-lag: insônia, fome na hora errada, cansaço, mau-humor.

     

    Noite

    Corpo fechado

    A melatonina, o hormônio responsável pela pontualidade do corpo humano, provoca o aumento dos glóbulos brancos (foto) e de outras células envolvidas no sistema de defesa do corpo. A resistência aos vírus e às bactérias está no ponto máximo.

     

    Devagar, quase parando

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    A pressão sangüínea atinge seu ponto mais baixo. Por isso é tão difícil fazer qualquer coisa quando você é obrigado a acordar nesse horário fantasmagórico.

     

    A hora do gourmet

    Se você está pensando em marcar um jantar especial num bom restaurante, prefira esse horário. É quando a sua sensibilidade para o paladar e o olfato está mais apurada.

     

    Desacelerando

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    A melatonina, que a glândula pineal começou a secretar ao anoitecer, já atingiu uma quantidade suficiente para fazer você sentir sono.

     

    Já para a cama!

    O sono, que nesse horário costuma ser bastante intenso, é a maneira de o corpo avisar que gostaria de ver você na cama.

     

    Sono produtivo

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    Durante o sono profundo, aumenta a liberacão de hormônio de crescimento. Portanto, dormir bem é importante para que crianças cresçam.

     

     

    Dia

    Fome de leão

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    O desempenho geral do organismo diminui, pois o corpo começa a se preparar para receber comida e executar a digestão. Aumentam a produção de sucos digestivos e as contrações do estômago. É a sensação de que a barriga está “roncando”.

     

    Hora da sesta

    Se você costuma ter um pouco de sono depois do almoço, não se culpe. Isso é normal. Ao contrário do que se imagina, porém, essa preguicinha nada tem a ver com o trabalho da digestão. São as atividades cerebrais responsáveis pela atenção que diminuem.

     

    Energia a mil

    Pena que, nessa hora, você provavelmente esteja ocupado com o trabalho ou o estudo. É o seu momento de maior capacidade muscular – ideal para praticar esportes ou freqüentar a academia.

     

    Agüenta, coração

    A incidência de ataques cardíacos é maior nas primeiras horas da manhã, quando o sangue é mais propenso a formar coágulos.

     

    Na ponta da língua

    Durante a manhã, a sua capacidade de reter informações na memória funciona melhor. É a melhor hora para estudar.

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