Chegou o 4.4: Super por apenas 9,90

Olfato: Há algo no Ar

O ser humano é capaz de perceber, interpretar e catalogar mais de 4 000 tipos diferentes de cheiro.

Por 30 set 1998, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h37
  • Lívia Lisboa

    Você pode estar concentrado, lendo esta revista, e nem reparar nos cheiros que se desmancham no ar à sua volta. Mas, se você inspirar profundamente, vai sentir o perfume das flores do vaso sobre a mesa, o cheiro da tinta no papel ou o bolo assando no forno da cozinha. O que você estará percebendo, de fato, é o efeito das moléculas odoríferas que invadem uma pequena região, bem atrás do nariz, entre as sobrancelhas – o epitélio olfativo. Ao chegar lá, essas partículas voláteis são capturadas, dentro do nariz, pelos cílios da células olfativas (você tem 5 milhões delas). Uma vez aprisionadas pelos cílios, as moléculas odoríferas se encaixam nas células olfativas, de acordo com o seu formato e peso. Essas células enviam as informações correspondentes ao cérebro, que vai, então, descobrir se você cheirou flores, tinta ou bolo. O olfato humano é capaz de identificar mais de 4 000 cheiros diferentes. É menos do que a maioria dos animais, mas, para o seu cotidiano, dá e sobra.

     

    Exagero nasal

    O tamanho ou o formato do nariz em nada altera a percepção dos cheiros. Tanto faz se ele é adunco ou arrebitado, ou até enorme como o de Cyrano de Bergerac, personagem do dramaturgo francês Edmond de Rostand (1868-1918), aqui mostrado na interpretação de Antônio Fagundes

    Continua após a publicidade

     

     

    Da pétala ao cérebro

    Acompanhe, de baixo para cima, o caminho que conduz até você o perfume da rosa.
    Continua após a publicidade

    O fim da linha

    Os tratos olfativos conduzem os impulsos até o ponto final, na área olfativa frontal. Essa é a parte do cérebro, no córtex, onde as sensações do olfato são interpretadas. No trajeto, elas atravessam regiões ligadas às emoções – o sistema límbico. Por isso, o aroma da rosa pode trazer de volta uma lembrança agradável relacionada com um passeio por um jardim perfumado pelas flores.

    Corrente elétrica

    O bulbo olfativo recebe os impulsos enviados a partir das células olfativas e os despacha para a sua viagem final, por dentro do cérebro.

    Continua após a publicidade

    Odores líquidos

    No final das narinas, as moléculas odoríferas chegam a uma região chamada epitélio olfativo. Aqui, em meio a um tapete de muco, estão as células olfativas. O muco serve para dissolver as moléculas odoríferas, que só podem ser percebidas em estado líquido. Depois que elas são identificadas, o próprio muco se encarrega de expulsá-las.

     A rosa invisÍvel

    Seu olfato percebe o cheiro da rosa porque o ar ao redor dela está impregnado de suas moléculas odoríferas, também chamadas de vapores. Essas partículas microscópicas flutuam até o nariz, sugadas com o ar que você inspira.

    Continua após a publicidade

     Identificando as visitas

    As células olfativas têm uma das pontas coberta de cílios, que são estimulados pelas moléculas odoríferas. Dentro da célula, o estímulo produzido pelo cheiro da rosa é transformado em um impulso elétrico.

     Será mesmo uma rosa?

    O odor “capturado” pelos cílios passa pelas vesículas olfativas, e viaja pelo nervo olfativo, na forma de impulsos elétricos, até o bulbo olfativo. Para que você saiba que não está cheirando uma flor qualquer, mas uma rosa, o seu nariz trabalha com um sistema de chave-e-fechadura, que reconhece a estrutura química das moléculas. Elas encaixam-se somente em células receptoras específicas.

    Continua após a publicidade

     

     

    Quem sabe é super

    O aroma da cerveja é a soma dos vapores de 700 substâncias, três vezes mais do que os da banana.

    Siga aquele cheiro

    Não é à toa que se recrutam cachorros para serviços que requerem um olfato apurado. É que o focinho de um cão tem nada menos que 70 milhões de células olfativas, enquanto os seres humanos possuem 5 milhões. Além disso, a área do cérebro responsável pelo olfato do animal é maior que a do homem.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 12,99/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).