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Ozivy: o que é, quanto custa e como funciona o “Ozempic brasileiro”?

Após o fim da patente da semaglutida, as farmácias terão uma nova caneta, com preço inferior.

Por Ana Clara Caielli Barreiro 4 jun 2026, 19h00
Ozivy: o que é, quanto custa e como funciona o “Ozempic brasileiro”? Priorizar nos meus resultados Google

O primeiro concorrente nacional do Ozempic já tem data para chegar às farmácias. Batizado de Ozivy, o medicamento da farmacêutica EMS começará a ser vendido em 15 de junho e terá preço de R$ 452 por caneta – cerca de 50% menor do que o valor de mercado do Ozempic.

O Ozivy funciona da mesma forma do Ozempic. Ele é um medicamento injetável, em formato de caneta, que foi originalmente aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2. Seu princípio ativo é a semaglutida, substância que imita a ação do hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo nosso corpo, e estimula o pâncreas a produzir mais insulina.

O remédio tem outro efeito bastante conhecido: a perda de peso. Isso acontece porque a semaglutida também aumenta a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa sinta menos fome e, dessa forma, reduza seu consumo de calorias.

Justamente por isso, o medicamento passou a ser amplamente utilizado como método de emagrecimento. Os chamados análogos de GLP-1 – termo que inclui também a tirzepatida, do Mounjaro – estão sendo considerados revolucionários no combate à obesidade. Eles também têm sido usados por pessoas sem a doença, para fins estéticos e muitas vezes sem acompanhamento médico, um uso desaconselhado por especialistas.

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Mais barato

Uma das grandes questões envolvendo o uso do Ozempic é o seu preço: cada caneta pode ultrapassar os R$ 800. Além disso, a fabricante Novo Nordisk, uma farmacêutica dinamarquesa, detinha a patente da semaglutida até pouco tempo. Ou seja: nenhum outro laboratório podia produzir o medicamento, nem mesmo versões genéricas, o que ajudava a manter os preços elevados.

Mas essa exclusividade deixou de valer no Brasil em 20 de março de 2026. A partir daí, farmacêuticas nacionais passaram a ter espaço para desenvolver seus próprios medicamentos à base de semaglutida.

O primeiro “Ozempic brasileiro”, chamado Ozivy, foi aprovado pela Anvisa no fim de maio. Ele teve sua eficácia, segurança e qualidade verificadas pela agência reguladora.

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Ele é uma versão sintética da semaglutida e não é considerado um genérico do Ozempic, pois seu processo de fabricação é diferente. Ele utiliza uma molécula já conhecida e estudada, de origem biológica, mas ainda é um “novo medicamento”.

Posteriormente, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) definiu o preço máximo de fábrica do produto em R$ 803,44 por caneta, sem impostos.

Segundo a EMS, foram investidos mais de R$ 1 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e na da fábrica em Hortolândia (SP), que tem potencial para produzir até 40 milhões de canetas por ano.

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Quanto vai custar?

Com a definição do teto regulatório, a EMS anunciou o preço final e a data de lançamento do Ozivy. O medicamento começará a ser vendido em 15 de junho em todo o país, com um lote inicial de 500 mil unidades. Cada caneta terá preço de R$ 452.

A empresa também anunciou descontos para participantes do programa Vida + Leve, voltado a pessoas com obesidade e diabetes tipo 2. Para esses pacientes, o valor será de R$ 287 durante os três primeiros meses de tratamento. Após esse período, o preço passa para R$ 498 por caneta.

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Já a incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não está definida. O tema depende da análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), além de avaliações do Ministério da Saúde e de outras etapas regulatórias.

 

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