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Qual é o feijão mais popular no Brasil?

É aquele mesmo que você está pensando. O inusitado é que ele é jovem: existe há pouco mais de 40 anos.

Por Fábio Marton
31 ago 2004, 22h00 • Atualizado em 6 dez 2019, 12h55
  • O feijão carioca, marronzinho, é de fato o melhor amigo do nosso arroz: domina 71% da produção.

    O que quase ninguém sabe é que o feijão mais popular do país do arroz-com-feijão só existe há pouco mais de 40 anos. O carioquinha recebeu esse nome por ter a cor parecida com a de uma certa raça de porco, chamada “carioca”. E foi desenvolvido em 1971 a partir de mutações e cruzamentos de outras variedades de feijão marrom, como o jalo e o mulatinho. Esse feijão turbinado produz o dobro das variedades tradicionais e, com preço mais acessível, dominou todo o país.

    Todo? Não, duas aldeias ainda resistem… No Rio Grande do Sul e, ironicamente, no Rio de Janeiro, o “carioquinha” não tem vez. Segundo o historiador Carlos Antunes, da Universidade Federal do Paraná, a origem dessa diferença é dos tempos do Brasil colonial. Para ele, o consumo de feijão no Sul e Sudeste do Brasil seguiu o caminho de dois tipos de viajante: os tropeiros e os bandeirantes. Como esses exploradores iam fundando cidades por onde passavam, cada região acabou herdando o gosto de seu colonizador.

    Os tropeiros, mercadores de produtos da agropecuária gaúcha, consumiam feijão-preto sem caldo e com farinha de mandioca, lingüiça e toucinho, para facilitar o transporte e conservação. Já os paulistas, goianos e mato-grossenses foram influenciados pelos bandeirantes, que levavam feijão marrom e com caldo em farnéis, bolsas de couro impermeáveis. O Rio de Janeiro aderiu ao feijão-preto quando a feijoada foi inventada, no século 19, e acabou abolindo todos os outros tipos da leguminosa.

    A região de Belém do Pará tem a história mais curiosa: o gosto regional por feijão-manteiguinha e fradão – variantes do feijão americano de chili – foi introduzido pelos funcionários das indústrias Ford, que se instalaram lá no começo do século 20 para a extração de borracha.

    FEIJÕES PARA TODOS OS GOSTOS

    Fradão

    Onde: Pará

    Prato: Filhote de pai-d’égua. Um vinagrete com feijão servido com farofa, arroz e peixe filhote no espeto

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    Mulatinho

    Onde: Parte do Nordeste

    Prato: Feijoada nordestina. É como a tradicional, mas acrescida de abóbora e aipim

    Feijão-de-corda

    Onde: Ceará

    Prato: Baião-de-dois. Uma mistura de feijão, carne de charque e arroz, regada com manteiga de garrafa

    Fradinho

    Onde: Bahia

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    Prato: Acarajé. Bolinho de feijão recheado com vatapá, camarão e vinagrete

    Preto

    Onde é mais comum: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul

    Prato: Feijoada, óbvio. Mas no RJ e no RS o grão é sempre preto, seja no prato que for (nota do editor: parabéns, cariocas e gaúchos, vocês fizeram a escolha certa). Partes de Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo seguem a onda.

    Branco

    Onde: Santa Catarina

    Prato: Eisbein com feijão-branco. Joelho de porco cozido, servido tradicionalmente com feijão-branco

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    Cavalo

    Onde: Paraná

    Prato: Salada de feijão-cavalo. Salada simples de feijão, cebola e azeite. É servida para acompanhar a carne de churrasco

    Jalo

    Onde: Minas Gerais

    Prato: Feijão-tropeiro. Feijão sem caldo misturado com farinha de mandioca e ovos fritos em pedaços

    Rosinha

    Onde: Centro-Oeste

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    Prato: Feijão à moda do Pantanal. Uma mistura de feijão, lombo de porco, lingüiça e repolho-branco

    Carioca

    Onde: Em todo o país

    Prato: Todos. É o alimento-base do País, poxa. Só não misture com macarrão, por favor.

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