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3 notícias sobre: o inferno astral da Boeing

Os defeitos no MCAS foram só o começo? Uma caixa de Pandora parece ter se aberto.

Por Bruno Garattoni 15 abr 2021, 11h09

737 Max saíram da fábrica sem proteção
Vinte e cinco aeronaves foram entregues sem que um selante tivesse sido aplicado na tubulação de combustível. Segundo a FAA (agência reguladora da aviação nos EUA), isso pode permitir que, em caso de vazamento, “combustível entre em contato com o motor”, causando “um incêndio em solo”. A Boeing diz que já orientou as companhias aéreas sobre a correção necessária.

787 pode ter problemas nas janelas do cockpit
Segundo o jornal Seattle Times, que cita fontes internas da Boeing, a empresa está refazendo testes nas janelas frontais do 787. O fornecedor da peça modificou seu processo de produção, o que pode alterar a resistência dela. A Boeing vem tendo dificuldades com o 787, que apresenta microbolhas na fuselagem de fibra de carbono, e não conseguiu entregar nenhum desde outubro.

Portas da família 737 têm risco de descompressão
O problema, que afeta o 737 Max e o 737 NG, está na porta dianteira, cuja espessura teria sido subdimensionada pela Boeing. Segundo a FAA, isso pode causar rachaduras por fadiga, levando à falha da porta e descompressão explosiva da cabine. Para evitar esse risco, as companhias aéreas deverão fazer uma inspeção técnica nas portas das aeronaves a cada 5 mil voos. 

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