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Descoberto “mapa” que explica posição das estátuas da Ilha de Páscoa

Um novo estudo afirma que as moais apontavam para localização de água fresca.

Por Ana Carolina Leonardi - Atualizado em 28 fev 2019, 12h56 - Publicado em 26 fev 2019, 21h00

As famosas estátuas de pedra da Ilha de Páscoa, chamadas de moais, eram construídas em homenagem a pessoas importantes dos clãs que viviam por lá séculos atrás. Elas representavam o centro cerimonial de cada vila e nunca ficavam de frente para o mar – sempre olhando para o interior dos povoados, como grandes protetores de pedra.

Um novo estudo, recém-publicado no periódico PLOS One, acredita que a posição das estátuas, no entanto, tem um significado extra.

Segundo os pesquisadores, elas marcavam a localização de fontes de água fresca e potável, um recurso indispensável em um território pequeno. A Ilha de Páscoa, afinal, tem uma área equivalente à metade de Ilhabela – mas é obviamente bem mais isolada.

Nesse espaço minúsculo, grupos diferentes precisavam competir por mantimentos básicos. E todo mundo, sem exceção, precisava de água potável. Na ilha, a água doce que vem dos aquíferos geralmente desponta na superfície em fontes específicas, espalhadas perto da costa.

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Antropólogos da Universidade de Oregon fizeram uma análise espacial de onde ficam as moais – e concluíram que não apenas a posição das estátuas pode ter sigo escolhida para criar um “mapa”de onde ficavam as fontes de água, quanto dar detalhes sobre cada uma. A quantidade de estátuas concentradas em um só ponto, por exemplo, parece indicar o tamanho da fonte e a qualidade da água encontrada ali. 

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