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Como funciona o Goalball

Uma das únicas modalidades exclusivamente paralímpicas, o jogo conta com 11 juízes por partida

Por Felipe Germano Atualizado em 4 nov 2016, 19h18 - Publicado em 9 set 2016, 21h00

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O Goalball foi criado em 1946 como um exercício que reabilitaria veteranos de guerra que ficaram cegos durante o conflito. É um dos poucos jogos (ao lado do Arremesso da Maça e da Bocha) que não tem um equivalente nas olimpíadas, é exclusivamente paralímpico. E será disputado no Rio em uma campeonato masculino e outro feminino.

O jogo é complexo, mas fácil de entender: cada equipe coloca três jogadores em quadra, e mantém outros três no banco. Todo mundo vendado. Em cada extremidade existe um gol com a mesma largura da quadra – o objetivo dos jogadores é lançar bolas para dentro da rede oposta. Para impedir, os adversários usam o corpo para defender. Dentro de cada bola, existe um guiso, para que os jogadores localizem o objeto pelo som.

A quadra é dividida por cinco linhas táteis (que podem ser sentidas pelo jogador) a central divide a quadra em dois, as duas mais extremas delimitam até onde o jogador pode avançar, e as intermediárias são as zonas de cada um dos times – para o gol valer, a bola tem que ter contato físico nas duas zonas. Além disso, um time não pode segurar uma bola por mais de 10 segundos, deixando o jogo bem dinâmico

Para garantir que tudo role da maneira mais correta possível, o jogo conta com nada menos que 11 juízes: 2 principais ficam responsáveis pelo andamento da partida, outros 4 ficam posicionados nas traves, ajudando na reposição de bolas e orientam atletas substitutos, os 5 restantes cuidam da parte burocrática, fazendo súmulas e cronometragens.

O Brasil vai bem no esporte. Em 2014 nossa seleção masculina venceu o mundial, e na última paralimpíada, em 2012, ficamos com a prata.

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