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EUA acusam Cuba de usar “arma sônica” contra diplomatas

Funcionários americanos em Havana teriam ficado quase surdos por causa de dispositivo misterioso

Por Bruno Garattoni - Atualizado em 31 ago 2017, 13h17 - Publicado em 31 ago 2017, 11h23

Em 2016, diplomatas lotados na embaixada dos EUA em Havana começaram a se queixar de dificuldade para ouvir. Em alguns casos, a perda auditiva foi tão severa que os funcionários tiveram de abandonar suas funções na ilha e regressar aos Estados Unidos. Agora, os americanos dizem ter descoberto o motivo: Cuba estaria usando um aparelho para bombardear os diplomatas com ondas sonoras e deixá-los surdos.

Segundo os americanos, o suposto dispositivo trabalha fora do espectro audível, que vai de 20 Hz a 20 KHz, e por isso opera de forma silenciosa – mas emite radiação sonora suficiente para danificar a audição. De acordo com fontes do governo americano ouvidas pelo jornal Boston Globe, os cubanos teriam instalado o aparelho nas residências dos diplomatas, fazendo com que eles fossem expostos à radiação sonora durante um longo período. Também é possível que a radiação seja um efeito colateral de equipamentos de espionagem instalados pelo governo cubano – que negou a prática.

Se o ataque sonoro for confirmado, não terá sido a primeira vez que Cuba recorre a medidas pouco usuais contra os EUA. Em 2006, o então presidente George W. Bush decidiu instalar um painel de LED na parede da embaixada americana em Havana, e usá-lo para exibir mensagens de propaganda política. Fidel Castro reagiu cercando a embaixada com 138 bandeiras pretas, que bloqueavam a visão do LED. As bandeiras só foram retiradas em 2015.

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