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Qual é o pais que mais consome café no mundo? (Dica: não é o Brasil)

Haja coador: consumimos apenas metade da quantidade de café per capita que o campeão dessa lista. Confira.

Por Rafael Battaglia - 13 out 2020, 18h30

Ninguém aprecia melhor um café do que o brasileiro, certo? Se estivermos falando sobre sabor, pode até ser. Mas, em quantidade, estamos longe de ser o país campeão. De acordo com a Organização Internacional do Café, o país que mais consome café no mundo é a Finlândia. São 12 quilos do grão por habitante a cada ano. Outras nações nórdicas completam o pódio: em segundo lugar está a Noruega, com 9,9 kg per capita; em terceiro, a Islândia, com 9 kg.

Os europeus, aliás, dominam o ranking. Dos 25 maiores consumidores mundiais da bebida, 21 pertencem ao velho continente. Apenas quatro não: Canadá, Estados Unidos, Líbano e Brasil. Por aqui, consumimos, em média, 5,8 kg por pessoa, por ano – o que nos coloca na 14ª posição.

A contagem, vale dizer, não exclui crianças, que não costumam beber café, nem aqueles avessos à bebida. Levando isso em consideração, o consumo de quem, de fato, toma café pode ser ainda maior.

Veja a tabela completa:

País

Consumo per capita

(em kg)

1. Finlândia

12,0

2. Noruega

9,9

3. Islândia

9,0

4. Dinamarca

8,7

5. Holanda

8,4

6. Suécia

8,1

7. Suíça

7,9

8. Bélgica

6,8

9. Luxemburgo

6,5

10. Canadá

6,5

11. Bósnia e Herzegovina

6,2

12. Áustria

6,1

13. Itália

5,9

14. Brasil

5,8

15. Eslovênia

5,8

16. Alemanha

5,5

17. Grécia

5,4

18. França

5,4

19. Croácia

5,0

20. Chipre

4,9

21. Líbano

4,8

22. Estônia

4,5

23. Espanha

4,5

24. Portugal

4,3

25. Estados Unidos

4,2

Por que a Finlândia?

Analisar os hábitos e as condições de vida dos finlandeses ajuda a entender por que se bebe tanto café no país. Por lá, costuma-se tomar de cinco a oito xícaras por dia. A bebida está presente em todas as refeições e ocasiões (inclusive à noite), e recusá-la é considerado rude.

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Uma reportagem do Insider, que investigou a relação entre a Finlândia e a bebida, levantou duas possibilidades para o grande consumo. A primeira é geográfica: além de frio, o país se localiza no extremo norte da Terra. Nos meses de inverno, há pouca luz solar (em janeiro, por exemplo, são pouco mais de três horas de Sol por dia). Resultado: o café é usado para se manter aquecido – e acordado. A explicação faz sentido, afinal, outros países entusiastas de café, como Noruega, Islândia, Dinamarca e Suécia, também possuem condições similares.

Outra possível explicação é histórica. No século 19, a Finlândia, que antes era parte da Suécia, tornou-se um grão-ducado autônomo do Império Russo. A independência só veio em 1917. A hipótese é que, nessa época, os finlandeses passaram a tomar mais café numa tentativa de se aproximar de hábitos mais ocidentais, já que no Oriente (como na Rússia), o consumo de chá é mais comum.

Seja como for, tomar café, hoje, é um hábito institucionalizado na no país – literalmente. Sabe aquela pausa no trabalho para um cafezinho? Na Finlândia, há leis trabalhistas que preveem dois intervalos de quinze minutos durante o expediente para isso.

Para além do trabalho, “tomar café”, em finlandês, é o mesmo que dizer “ir a um encontro”. Os finlandeses também possuem palavras específicas para cada tipo de café. “Aamukahvi” é aquele tomado de manhã; “saunakahvi”, o tomado em saunas, e “vaalikahvit” é o café dos dias de eleição, consumido após ir votar.

 

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