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Museu de Miami faz exposição pelo Instagram — e qualquer um pode conferir

Não é preciso viajar para visitar exposições internacionais — existe uma acessível pela tela do seu celular. Veja como fazer.

Rolar a timeline do Instagram pode fornecer a sua pequena dose diária de arte. Sendo a rede social que mais trabalha com fotos e vídeos, não é surpresa que os museus e artistas resolvam de apropriar da plataforma para exibir seus trabalhos. Foi o que fez o Bass Museum of Art, localizado em Miami Beach. O museu de arte contemporânea lançou uma exposição que só pode ser vista pelo Instagram — não importa onde você esteja.

O perfil @thebasssquared é descrito como uma galeria em satélite. Sua primeira exposição é chamada “Joyous Dystopia”, que conta com obras de oito artistas. O tema é sobre encontrar humor em ambientes potencialmente perturbadores, mostrando, dessa forma, as visões de mundo dos artistas. A inauguração da mostra foi no dia 31 de julho — quer dizer, quando o primeiro trabalho foi postado.

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TheBass² is a satellite gallery of The Bass Museum of Art, hosted exclusively on Instagram, exhibiting art native to the digital realm. @daataeditions is an online platform that commissions, exhibits, sells and distributes artists’ digital media. ‘Joyous Dystopia’ presented by TheBass², in collaboration with @daataeditions, curated by @DavidGryn, features artists who subtly distort, poeticise and comment on their readings, interpretations and postings of everyday life. Featured artists include: Rosie McGinn, Elliot Dodd, Anaïs Duplan, Jeremy Couillard, Keren Cytter, Eve Papamargariti, Bob Bicknell-Knight, Scott Reeder. TheBass² is generously supported by the John S. and James L. Knight Foundation. The Bass is funded by the City of Miami Beach, Cultural Affairs Program and Cultural Arts Council, the Miami-Dade County Department of Cultural Affairs and the Cultural Affairs Council, the Miami-Dade County Mayor and Board of County Commissioners, and sponsored in part by the State of Florida, Department of State, Division of Cultural Affairs, the Florida Council on Arts and Culture, and The Bass membership.

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Ao longo de oito semanas, a galeria irá postar obras feitas especialmente para o ambiente digital, o que inclui vídeos e fotos. E, a cada semana, ela se dedica a um artista diferente. A primeira foi de Rosie Mcginn, que abriu a exibição com a obra “God is a DJ”, em que mistura vídeos de uma orquestra com mixagem eletrônica. Veja o resultado abaixo:

O objetivo dos organizadores é trazer a arte para o meio em que as pessoas estão mais familiarizadas: as telas do celular. Dessa forma, tentam alcançar o público diferente daquele que normalmente frequenta exposições físicas.

A curadoria foi feita em conjunto com a Daata Editions, uma plataforma online que trabalha diretamente com arte digital. A curadora Leilani Lynch destacou a importância de se criar um novo perfil no Instagram, ao invés de postar as obras no perfil oficial do Bass Museum. A ideia é estabelecer a conta como uma galeria online, voltada somente para exibições.

Esse não é o primeiro museu a adotar estratégias digitais para se aproximar do público. Em 2015, o Los Angeles County Museum of Art ganhou um prêmio por sua conta no Snapchat — que postava imagens das obras do museu com legendas dignas de memes.