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Posts da categoria ‘bebês’


Bebês bonitos podem virar adultos feios

Thiago Perin 1 de março de 2012

Seu filho nasceu e é o bebê mais lindo que o mundo já viu? Não se anime, porque ele pode muito bem ficar feioso quando crescer.

Um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA) colocou estranhos para avaliar a beleza de um grupo de pessoas quando ainda eram bebês (de até 2 anos) e na adolescência (entre 16 e 18 anos). O que descobriram? Que a beleza do povo nos primeiros anos de vida não dava a menor indicação do quão belos eles seriam quando adultos.

Boa notícia para as criancinhas feias, né?

Em tempo: já parou para pensar em por que os bebês de praticamente todos os animais são tão bonitinhos? O estudo lembra: provavelmente, é uma manobra inteligente da evolução para assegurar que os recém-nascidos sejam cuidados pelos pais. Legal, né?

Crédito da foto: flickr.com/daveynin

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Menos bebês nascem no Halloween

Thiago Perin 28 de outubro de 2011

O medo de que o filho nasça em pleno Dia das Bruxas é tanto que a mulher dá um jeitinho inexplicável de segurar a criança lá dentro até o feriado passar — tipo bruxaria mesmo.

Um estudo da Universidade de Yale (EUA), que analisou registros de nascimento lá nos EUA (onde a cultura do Halloween é fortíssima) ao longo de 11 anos, comprovou: em 31 de outubro, o número de partos normais cai 5%, enquanto o de cesarianas diminui 17%.

Dá pra entender que as futuras mamães prefiram não marcar uma cesariana no dia em que um monte de gente sai por aí fantasiada de monstro. Mas adiar o parto normal, sério? “Nossas descobertas levantam a possibilidade de que mulheres grávidas possam ser capazes de controlar quando os partos espontâneos acontecem”, dizem os pesquisadores.

Como, exatamente, eles ainda não sabem.

Para comprovar o efeito, eles resolveram checar também os registros de nascimento no Dia dos Namorados (que nos EUA é comemorado em 14 de fevereiro). E opa, tudo se encaixa: no feriado que tem conotação positiva, ao contrário do Halloween, mais bebês vêm ao mundo — 4% mais via parto normal e 12% via cesariana.

E aí, em qual feriado você gostaria que seu filho chegasse? Acharia ruim se ele nascesse no Dia das Bruxas?

Crédito da foto: flickr.com/tedsblog

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Chineses que nascem no Ano do Dragão são superiores

Thiago Perin 4 de fevereiro de 2011

Na Ásia, há a crença de que quem nasce no Ano do Dragão, que vem uma vez a cada 12 anos na astrologia chinesa, é especialmente afortunado e tende a se dar melhor na vida. Pesquisadores da Universidade de George Mason, nos EUA, foram ver se havia algum fundamento nisso. E, ao analisarem as fichas de imigrantes asiáticos nascidos em 1976 (que foi um Ano do Dragão), notaram que eles tinham estudado mais (e, portanto, tinham mais chances de serem bem sucedidos) do que os nascidos nos outros anos. Em contraste, o efeito simplesmente não existia nos americanos que nasceram em 76. Estranho, né? Mas, fora isso, eles observaram que as mães dos asiáticos do Ano do Dragão eram também mais educadas, mais endinheiradas e consideravelmente mais velhas do que as mães das crianças nascidas nos outros anos. Juntando os fatos, portanto, os pesquisadores chegaram a uma explicação bem simples (e que não envolve misticismo algum): os casais com melhores condições de vida (mais estudados, com melhor renda etc.) e crença na astrologia podem se dar ao “luxo” de fazer um planejamento familiar que os leve a ter filhos nascidos no ano “mágico”. E têm, também, maiores recursos para investir no desenvolvimento (no caso, na educação) da prole. Daí a tal superioridade desse pessoal. Cientificamente comprovada. (Na íntegra, aqui.)

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Dá para fazer sexo no espaço?

Thiago Perin 20 de janeiro de 2011

Está aí algo a se pensar. Algo bem importante a se pensar, no caso! Em algum momento, a gente vai para o espaço (literalmente) e não dá para fazer um “bate e volta” até, por exemplo, Marte. Uma visita ao planeta vermelho envolveria um bom tempo fora da Terra (estima-se, quase dois anos), e aí dá para presumir que, uma hora ou outra, os astronautas inventariam de fazer sexo. Se o plano for mandar gente para viver por lá, então, a iminência da coisa é maior. Mas e aí, como seria o sexo no espaço? Será que astronautas já fizeram? Será que crianças poderiam ser concebidas, nascer e sobreviver no espaço?

A NASA nunca falou muito sobre o assunto. Mas o pesquisador Rhawn Joseph, do Brain Research Laboratory, nos EUA, tem algumas opiniões – devidamente bem-humoradas – a respeito. “O ato sexual durante uma viagem para Marte pode precisar de ginásticas sexuais potencialmente complicadas“, escreve no recém-lançado livro “The Human Mission to Mars: Colonizing the Red Planet” (A missão humana em Marte: colonizando o planeta vermelho, sem edição nacional). Nada que a gente não possa dar “um jeitinho”. “Mas quaisquer dificuldades associadas à relação sexual no espaço devem acabar sendo resolvidas sem grandes problemas, já que os humanos são notórios por inventarem maneiras de transar apesar de todo o tipo de impedimento logístico”.

Segundo ele, a NASA não tem uma política oficial quanto ao sexo durante uma missão espacial. É esperado que os astronautas mantenham um “comportamento profissional”, é claro, mas no contexto de uma longa viagem pelo espaço, homens e mulheres vão se comportar de acordo com as regras? “Se astronautas de ambos os sexos dividirem uma nave espacial estreita por anos, cercados por estrelas brilhando na escuridão da noite, os pensamentos são propensos a cair em sexo e romance”, escreve Joseph.

E ele ainda levanta uma série de questões (ainda não ou mal respondidas) quanto aos possíveis efeitos da radiação espacial, tanto nos astronautas durante uma missão quanto em crianças concebidas por lá. O quão saudáveis elas seriam? O pesquisador chega até a sugerir a ideia de homens e mulheres viajarem em naves separadas. “Mas, em contraste, uma vez seguramente pousados no planeta vermelho, o sexo em Marte e o subsequente nascimento do primeiro marciano faria dos humanos verdadeiramente uma ‘espécie de dois-planetas’, e seria o primeiro passo para a colonização humana do cosmos”.

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Bebês são imunes ao “bocejo contagioso”

Thiago Perin 17 de dezembro de 2010

Uaaaaaaaaooooohhhh…

Bocejos são contagiosos – a gente sabe disso na prática. E até hoje os cientistas não arrumaram uma resposta definitiva para explicar o porquê. Mas, numa pesquisa superfofinha, pesquisadores da Universidade de Stirling, na Escócia, descobriram que o efeito não existe em bebês e crianças pequenas, que só bocejam espontaneamente.

Olha que trabalho difícil: os caras puseram bebês e crianças nos primeiros anos de vida para assistir a vídeos das próprias mães bocejando, e ficaram observando. E constataram que não, os pequenos não pegam o “vírus do bocejo” – ao menos não até os cinco anos de idade, quando os primeiros sinais do contágio começam a aparecer. Aos 11 anos, já não tem mais jeito: viu alguém abrir a boca, vai abrir também.

O porquê disso, como você já deve esperar, não está claro. O bocejo ainda é mesmo um dos grandes mistérios da ciência. Mas há avanços sendo feitos: pesquisas recentes já mostram que chimpanzés e cachorros também “pegam” o bocejo (e até mesmo dos humanos!). E outros estudos estão associando a abrição de boca contagiosa à empatia (a pessoa bocejou perto de você, você empatiza com ela e faz também) – que, por sinal, está ligada a áreas do cérebro que vão se desenvolvendo conforme a gente cresce. O que explicaria a situação dos bebês.

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