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Ver filmes tristes deixa você alegre

Thiago Perin 29 de março de 2012

Vocês eu não sei, mas eu lembro de não sair nem um pouco feliz do cinema depois de ver, por exemplo, o Jack morrer em Titanic. De toda forma, pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio (EUA) dizem que ver filmes tristes deixa a gente mais feliz, sim — supostamente, porque as tragédias da ficção nos fazem pensar em quem amamos, e aí rola um efeito gostoso do tipo “que sorte eu tenho de ter essas pessoas na minha vida”.

Nos testes, 361 voluntários assistiram a um trecho de Desejo e Reparação (na foto), de 2007 — um filme que, digamos (para não dar spoilers demais), não termina bem do jeito que a gente queria. Antes, durante e depois do filme, os participantes tiveram que registrar como estavam se sentindo. Ao final da sessão, mais uma tarefa: escrever um pouco sobre o que quisessem.

Segundo a líder do estudo, Silvia Knobloch-Westerwick, as pessoas que ficaram mais tristes enquanto viam o filme tendiam a escrever sobre seus relacionamentos da vida real — o que aumentava a sensação de felicidade. ”As pessoas parecem usar as tragédias ficcionais para refletir sobre a importância de seus próprios relacionamentos, e ficam gratas”, diz.

E aí, quer fazer o teste? Comece por essa cena, eleita por pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) como a mais triste da história do cinema.

Aproveita e conta pra gente: qual é o seu filme triste preferido?

Crédito da foto: divulgação

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Ganhar um Oscar de Melhor Atriz aumenta as chances de a mulher se divorciar

Thiago Perin 24 de fevereiro de 2012

Kate Winslet, que aparece aí em cima toda feliz com a estatueta dourada nas mãos, foi vítima desse efeito bizarro: 2 anos após ganhar o Oscar por O Leitor, em 2008, anunciou sua separação do diretor Sam Mendes. E a lista continua: Bette Davis e Halle Berry, por exemplo, também ficaram solteiras pouco tempo depois de serem eleitas a melhor atriz do ano.

Pesquisadores das universidades de Toronto (Canadá) e Carnegie Mellon (EUA) dão as estatísticas: fuçando a vida de todos os indicados nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Ator do Oscar até 2010 (desde 1936, foram 751 nomes), eles constataram que os casamentos das ganhadoras do prêmio de Melhor Atriz têm 63% mais chances de acabar do que os das indicadas que não levam a cobiçada estatueta para casa.

A coisa parece ser bem séria mesmo: a pesquisa mostrou que os casamentos das vencedoras duram, em média, apenas 4,3 anos (o da Kate Winslet durou um pouquinho mais, quase 7), enquanto os das indicadas que não ganham duram, em média, 9,5 anos.

Entre os vencedores e indicados como Melhor Ator, não foram encontradas diferenças significativas. O que nos leva à suposta explicação: machismo. Segundo o estudo, é aquela velha história do marido que sente-se diminuído quando a mulher ganha mais ou se torna mais importante do que ele. E aí surgem as brigas que estragam o relacionamento.

Será que o Oscar desse ano vai acabar com a alegria da Viola Davis? E se for a Meryl Streep a ganhadora, será que o casamento de 34 anos da mulher vai pelo ralo? É melhor não torcer para a Glenn Close, coitada: ela nunca ganhou um Oscar, e mesmo assim já está no 3º marido.

Crédito da foto: divulgação

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O que as garotas dos filmes de James Bond têm em comum?

Thiago Perin 23 de novembro de 2011

Pois é, existe um estudo, devidamente científico, inteirinho dedicado às Bond girls. O trabalho é de pesquisadores das universidades de Cleveland State e Kent State (EUA), que sabem muito bem como passar o tempo analisaram 195 personagens femininas nos 20 filmes da série lançados entre 1962 e 2006 e constataram que as coadjuvantes do 007, espertinhas, têm feito mais sexo e, coitadas, se machucado cada vez mais com o passar dos anos.

Não para por aí. Eles ainda calcularam uma porção de estatísticas curiosas, do tipo: 72% das moças que aparecem nos filmes são brancas; 43% têm sotaque europeu; os cabelos de 40% são pretos, os de 45% tem comprimento médio, e os de 51% são encaracolados; 35% das atrizes são “extremamente atraentes”; 9% começam o filme como vilãs, mas viram boazinhas no final; 24% têm algum tipo de contato sexual com James Bond no decorrer da história (e 1% tentam matá-lo durante o sexo); 25% são feridas em algum ponto do filme e 12% morrem no fim.

Interessou? Dá para conferir o estudo completo aqui.

Crédito da imagem: divulgação

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Cientistas elegem a cena de filme mais triste de todos os tempos; assista

Thiago Perin 9 de agosto de 2011

Foto: MGM / The Kobal Collection (divulgação)

(Atenção! O texto pode conter spoilers!)

Não, não é o final de “Titanic”, a morte da mãe do Bambi (em, bem, “Bambi”) ou a do pai do Simba, em “O Rei Leão”.

Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), a cena mais triste da história do cinema é de “O Campeão”, de 1979. No clímax do filme, a história de um ex-boxeador que tenta voltar aos ringues, o protagonista morre na frente do filho de 9 anos – “campeão, acorde!”, suplica o garotinho, às lágrimas.

Os pesquisadores, Robert Levenson e James Gross, passaram anos avaliando mais de 250 filmes. Eventualmente, selecionaram 78 trechos e colocaram cerca de 500 voluntários para assistí-los, observando as emoções que cada cena causava. Os resultados do trabalho, uma lista de 16 trechos capazes de estimular emoções específicas (como nojo, raiva ou tristeza), foram publicados em 1995. E, na hora de fazer o povo se debulhar em lágrimas, a escolha mais eficiente era a cena de dois minutos e 51 segundos em que o garotinho T.J. (interpretado pelo ator-mirim Ricky Schroder) chora sobre o corpo do pai morto.

Desde então, o trecho vem sendo usado em um monte de estudos ao redor do mundo, quando é necessário, pelo bem da ciência, acabar com a alegria dos participantes.

Acha que segura a onda? Confere a cena aí embaixo.

“Eu ainda fico triste quando vejo aquele menino se acabando de chorar”, disse Gross à revista do Instituto Smithsonian. A gente entende, amigo.

(Via Smithsonian.com e Trabalho Sujo)

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